Facebook
The Week

Miguel Portas

Copy/Paste

The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


Ler Mais...
Mil Palavras
Instantâneos
Reflexões

O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Que fazer com a crise da imprensa? PDF Versão para impressão
Terça, 02 Fevereiro 2010 23:09
foto de TalkingTree - http://www.flickr.com/photos/stevenerat/75959595/
Nos últimos anos centenas de jornais fecharam na Europa e perderam-se milhares de empregos no sector. Crise na imprensa traduz crise democrática…
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) promoveu no Parlamento Europeu, em Bruxelas, uma reflexão sobre a situação do jornalismo no espaço europeu também à luz da crise económica e social. “Que preço a pagar pelo jornalismo e pela democracia?” foi o título escolhido para a conferência.
O ideal jornalístico foi, desde sempre, associado à procura da verdade, ao comprometimento com a democracia e com a liberdade de expressão.
Sabemos que uma grave crise económica e social, como aquela que vivemos hoje, atinge todos os sectores da nossa vida, mas tendemos a esquecer-nos de como essa crise pode ser também transversal aos meios de comunicação e à própria cobertura jornalística.
As estratégias de mercado influenciam directamente o futuro dos media, mas até que ponto os Estados podem intervir neste processo e em que medida a União Europeia pode e deve legislar?
Foi para tentar responder a algumas destas questões que a Federação Internacional de Jornalistas organizou a conferência “Que preço a pagar pelo jornalismo e pela democracia?”, com profissionais do sector e com representantes das Instituições Europeias.
Os constrangimentos económicos conduziram a um grande desenvolvimento dos media online, “que se traduz numa fragmentação da informação e numa investigação mais redutora dos temas e das fontes”, defendeu J. P. Marthoz, jornalista no Enjeux Internationaux.
Mas a necessidade de produzir “rápido e barato” tem consequências graves para os jornalistas e para o próprio modelo de funcionamento, segundo Jeremy Dear, secretário-geral do Sindicato de Jornalistas do Reino Unido. “Nos últimos anos, 101 jornais fecharam, milhares de empregos foram perdidos, vários (jornais)diários passaram a semanários, e outros que eram pagos, passaram a gratuitos”. Só no Reino Unido
Para evitar um desastre ainda maior a nível da qualidade dos conteúdos informativos e a nível do desemprego no sector, Aidan White, secretário geral da Federação Europeia de Jornalistas, explicou a necessidade de acções políticas e de apoios nacionais e europeus. “Precisamos de conseguir criar novos modelos corporativos, comerciais, modernos, informativos, mas que prestem um serviço público para salvaguardar a produção e o interesse público”.
“A Comissão e o Parlamento devem falar dos constrangimentos económicos e de como podemos fazer face, por exemplo, ao gigante Google, com os seus cinco milhões de publicidade”, acrescentou C. Elliot do jornal Guardian.
Aidan White terminou a conferência perguntando aos representantes das Instituições Europeias o que já está a ser feito neste campo para evitar o rompimento com um jornalismo independente e de qualidade na Europa.
Mas a resposta de Adam Watson-Brown, da Comissão Europeia, ficou-se por um rápido comentário: “resumirei as preocupações relativas à produção de notícias e ao seu financiamento aos meus superiores”.