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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

SIDA, uma tragédia em crescimento PDF Versão para impressão
Produzido por Redacção de The Week   

 

33,5 milhões de pessoas infectadas, dois terços sem acesso a tratamento

O Parlamento Europeu fez um ponto da situação da SIDA na Europa e no mundo e o quadro, além de trágico, continua a agravar-se. Em 2008 a infecção matou dois milhões de pessoas; actualmente estão infectadas quase 33,5 milhões de pessoas. Um cenário dramático exposto pela eurodeputada Marisa Matias, do grupo da Esquerda Unitária GUE/NGL, que reclamou da Comissão Europeia a definição do combate à doença como uma prioridade de saúde pública.

Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda partiu das estatísticas dramáticas que continuam a agravar-se para um quadro geral ainda mais trágico uma vez que a SIDA é uma "doença é que a incidência é inversamente proporcional ao tratamento". E o assustador número de 22 milhões - dois terços dos seres humanos que sofrem da doença - não têm acesso ao tratamento. Esse é também o número dos atingidos pela SIDA na África subsaariana, a região onde se situa o epicentro da tragédia.

A Comissão e o Conselho Europeu, salientou a eurodeputada portuguesa, devem "olhar a SIDA como prioridade global da saúde pública" tanto mais que "os apoios existentes são claramente insuficientes".

Como caminhos de acção, Marisa Matias defendeu a urgência da aposta na prevenção e do "acesso ao tratamento numa resposta cuja base seja a dos direitos humanos". A SIDA, acrescentou, é uma doença caracterizada pelas "desproporções", um factor que tem de ser levado em conta. Além de atingir os mais desprotegidos, também afecta em muito maior número as mulheres. Por isso considerou fundamental a adopção de políticas de redução da vulnerabilidade, o combate à discriminação existente, mesmo no próprio espaço europeu, e também o reforço do fundo global para a luta contra a SIDA, a tuberculose e a malária.

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