| Temas muito quentes no plenário de Estrasburgo |
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| Produzido por Redacção de The Week | |||
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SWIFT "o monstro que renasce das cinzas", Rui Tavares "Inacção política absurda" perante a crise, Lothar Bisky
Gravura de EmonXie O início da presidência semestral belga da União Europeia, novamente o acordo SWIFT sobre cedência em bloco de dados de cidadãos europeus aos Estados Unidos da América, o arrastado problema dos "novos alimentos" e questões relacionadas com as emissões industriais estarão no centro dos debates da sessão plenária do Parlamento Europeu que se inicia na segunda-feira, 5 de Julho, em Estrasburgo e que será a última antes das férias parlamentares de Verão. Eurodeputados do grupo GUE/NGL promovem terça-feira uma conferência de imprensa sobre as posições da Esquerda Unitária em relação a estes temas. Lothar Bisky, o eurodeputado alemão que preside ao GUE/NGL antecipa o debate de quarta-feira afirmando que a presidência belga se inicia "na fase mais intensa das crise económica, financeira e cultural da União Europeia", sem que a recente reunião do Grupo dos 20 (G-20) tenha dado andamento a medidas que são consideradas essenciais por exemplo sobre taxação das transacções financeiras e medidas de regulamentação da banca. Esta situação, acrescentou Bisky, reflecte "uma inacção política absurda". O eurodeputado Rui Tavares, eleito como independente nas listas do Bloco de Esquerda, voltará a estar no centro dos debates sobre o acordo SWIFT, terceira tentativa do Conselho e dos grandes grupos políticos do Parlamento para o fazer passar e abrir caminho ao envio de dados de cidadãos europeus para instituições dos Estados Unidos da América. "Temos a impressão de estar num filme de terror porque quando pensamos que já nos livrámos do monstro ele renasce das cinzas", declarou Rui Tavares a propósito do debate a travar quarta-feira. "O Parlamento Europeu é indigno deste processo" e esta iniciativa é "inaceitável" depois de já ter sido rejeitada por duas vezes, acrescentou o eurodeputado. O problema dos "novos alimentos", terminologia aplicada a produtos alimentares resultantes de novas práticas científicas, é outro tema que se vem arrastando e que volta a debate em plenário na quarta-feira. Tudo porque a Comissão Europeia se recusa a aceitar posições já assumidas pelo Parlamento e pretende que a carne de animais clonados seja considerada um "novo alimento". Kartika Liotard, eurodeputada do GUE/NGL, recorda que a maioria política parlamentar tem acompanhado as suas posições, que rejeitam a adopção da carne de clones como "novo alimento" porque a sua produção representa, designadamente, riscos para a saúde pública. "A clonagem de animais implica enormes sofrimentos para as mães de substituição, os riscos de malformações são grandes e mais de metade dos clones morrem prematuramente devido a malformações e doenças", explica Kartika Liotard ilustrando as ameaças para a saúde pública que representam as insistências da Comissão desde 2006. O eurodeputado João Ferreira, membro do GUE/NGL eleito nas listas do PCP, considera que as directivas sobre a redução de emissões industriais em discussão são "uma nova etapa para a melhoria do ambiente e da saúde pública". Acrescentou que "é importante garantir o reconhecimento das especificações de adaptação caso a caso porque o estabelecimento de um quadro normativo que permita às empresas melhorar a tecnologia favorece a eficácia ambiental sem ter um impacto significativo na produção nacional".
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