| "Idade das trevas social" abate-se sobre a Grécia |
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| Produzido por Helena de Carvalho | |||
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Um novo PEC arrasa o sector do trabalho grego por imposição do FMI e de Bruxelas, sem passar pelo Parlamento de Atenas
O governo grego agravou de novo as medidas de austeridade contra a população na sequência da última reunião com o FMI e as instituições europeias. Ataques à contratação colectiva e o corte para metade do subsídio de lay-off estão entre as decisões, denuncia a coligação Syriza, integrada na Esquerda Unitária, GUE/NGL, no Parlamento Europeu. Sobre a Grécia abate-se uma nova "idade das trevas social", acrescenta a mesma organização. Todas as medidas tomadas após a reunião de 17 de Junho entre a troika de acompanhamento - FMI, Comissão Europeia e Conselho Europeu - e o ministro grego das Finanças vão ser postas em prática sem qualquer discussão ou votação no Parlamento, informam as organizações da equerda grega. Trata-se, segundo as autoridades de Atenas, de um "processo extraordinário". Entra as novas medidas contra o trabalho destacam-se o corte para metade do subsídio de lay-off, novas facilidades para declaração de lay-off mensal - um incremento de cinco por cento para as empresas com mais de 150 trabalhadores - o estabelecimento de salários inferiores ao salário mínimo para o primeiro emprego, a eliminação da arbitragem legal nos processos de acordos colectivos, a redução dos subsídios de trabalho extraordinário e a liberalização dos acordos sectoriais sobrepondo-se aos acordos colectivos. No caso dos primeiros salários, as entidades patronais podem aplicar 70 por cento do salário mínimo para as idades entre os 15 e os 17 anos; 80 por cento do salário mínimo entre os 18 e os 21; 85 por cento do salário mínimo para idades superiores a 25 anos. Segundo a troika, estas medidas terão como efeito "reforçar as instituições do mercado de trabalho". "Estas medidas", denuncia a coligação Syriza, "representam mais um passo cruel contra os interesses não apenas da vasta maioria do povo grego mas de todos os trabalhadores europeus, os desempregados e especialmente os jovens". Segundo os comentários da esquerda grega, "o que actualmente acontece na Grécia, Portugal e Espanha acontecerá eventualmente em todos os países europeus se não juntarmos forças e dermos respostas decisivas aos governos e instituições que recorrem a estas políticas ultra-liberais". Trata-se, sublinha ainda a coligação Syriza, da tentativa de criar uma nova "idade das trevas social", que só pode ser combatida através da "mobilização dos actores sociais pelo emprego estável, pensões e salários decentes e serviços públicos garantidos".
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