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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Esquerda Unitária repudia Tratado da recessão PDF Versão para impressão
Produzido por The Week, 04/02/2012   

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A Esquerda Unitária no Parlamento Europeu (GUE/NGL) considera que o tratado de controlo orçamental aprovado segunda-feira pelo Conselho Europeu vai agravar a crise e traduz “uma institucionalização antidemocrática da austeridade” como sistema político. O acordo será debatido pelo Parlamento Europeu numa mini-sessão plenária a realizar quarta-feira à tarde em Bruxelas.

O acordo transfere os poderes orçamentais dos países para a Comissão e coloca em prática uma regra de “equilíbrio orçamental” passível de sanções pelos Estados membros. As medidas previstas, que dependem ainda de ratificação de cada um dos Estados membros da Zona Euro, “vão provocar restrições drásticas e pressões suplementares sobre os serviços públicos e as actividades que deles dependem”, afirmam os eurodeputados da Esquerda Unitária. Além disso, introduzindo uma condição à solidariedade entre os Estados membros, “o acordo renuncia ao princípio da equidade entre os 27, o que provocará divisões perigosas não apenas para o Euro mas também para o conjunto da união Europeia”.

O GUE/NGL considera que é necessário “abandonar esta política desastrosa” e “incita os dirigentes europeus a trabalharem pelo crescimento, o emprego, a democracia e a solidariedade”.

“A esquerda deplora também a ausência de qualquer consulta democrática sobre o texto e pede que seja apresentado nao Parlamento segundo o procedimento normal antes de ser proposto aos referendos e à consulta pública”, defende o comunicado emitido em Bruxelas pelo grupo GUE/NGL.

“Infelizmente”, acrescenta, até ao momento “os dirigentes europeus escolheram um outro caminho, um caminho que o nosso grupo não pode nem irá apoiar”.

 

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