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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Israel na rota da NATO PDF Versão para impressão
Produzido por Redacção de The Week   

Se Israel conseguir aderir à NATO, a sua beligerância regional será apoiada pela força colectiva de toda a Aliança. Antes que isso aconteça, será que os árabes vão reagir?

 

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    Navios da NATO no porto de Eilat (Israel) com Aqaba (Jordânia) no horizonte

 

Israel quer ser um membro da NATO. O Estado israelita já não olha para o seu próprio nariz em alianças militares. Já não quer ficar fora dos acordos militares do Ocidente. Israel quer estar dentro.

 A maioria dos israelitas acreditam que a adesão à NATO vai aumentar a segurança do país, bem como o seu poder estratégico. Curiosamente, não houve uma reacção dos árabes perante o desejo de Israel aderir à NATO, não houve qualquer tentativa árabe para bloquear a entrada, nem preparações para lidar com as consequências.

Israel e a NATO têm crescido mais proximamente durante a última década. Em 2000, a NATO expandiu o seu diálogo mediterrâmico através de conversações com sete países do Médio Oriente e do Norte de África, nomeadamente Egipto, Israel, Argélia, Jordânia, Marrocos, Tunísia e Mauritânia. Em 2004, as conversações “NATO-Mediterrâneo” foram realizadas sob o nome de "Parceria para a Paz". Seis novos países foram incluídos no novo diálogo: Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. Israel mostrou-se particularmente impaciente em aproveitar todas as oportunidades que a “Parceria para a Paz” tinha para oferecer.

A 24 de Fevereiro de 2005, Jaap de Hoop Scheffe, tornou-se o primeiro secretário-geral da NATO a visitar Israel. No mês seguinte, a NATO e Israel realizaram os primeiros exercícios militares conjuntos no Mar Vermelho. Algumas semanas depois, uma frota de seis navios da NATO atracou no porto israelita de Eilat. Israel (e Jordânia), também participaram pela primeira vez em exercícios militares conjuntos, no âmbito do programa “Parceria para a Paz” na Macedónia, na ex-Jugoslávia, em Fevereiro de 2005.

Segundo a revista militar britânica Jane, a posição "geopolítica" de Israel oferece à NATO uma base estrangeira para defender o Ocidente, enquanto a estrutura militar e económica da organização reforça a segurança e o potencial económico do país de acolhimento ".

Em Junho de 2005, Israel participou em manobras submarinas ao largo da costa de Taranto, na Itália. Nessa altura, fontes dos Estados Unidos da América disseram que Israel estava a tentar alargar o "âmbito da sua aliança estratégica" com a NATO, preparando-se para a adesão. Forças terrestres israelitas também participaram em operações da NATO que se prolongaram por duas semanas e meia na Ucrânia. Em 2006, Israel manifestou à NATO o interesse em participar "activamente em esforços operacionais" realizados pela Aliança no Mediterrâneo, como parte da campanha para "combater o terrorismo".

Pouco depois, Israel organizou e associou-se a três exercícios militares da NATO e participou numa conferência de comandantes da força aérea da NATO. The Wall Street Journal mencionou a existência de laços mais estreitos entre a NATO e Israel. Citou Uzi Arad, fundador do Fórum Atlântico de Israel, dizendo que Israel iria beneficiar da adesão à NATO. O Washington Post argumentou, por sua vez, que muitos países na Europa apoiavam a adesão de Israel, mas estavam à espera de Washington para sugerir qualquer movimentação.

Texto de Galal Nassar

Al-Ahram/Global Research/The Week, Fevereiro de 2010

Tradução de Helena de Carvalho

 

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