| Corrupção agrava catástrofes |
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| Produzido por Redacção de The Week | |||
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A ajuda humanitária no mundo sofre de elevados riscos de corrupção, concluiu a Transparency Internacional (TI), instituição que acaba de lançar um guia sobre o modo como as agências podem combater o problema nas respostas a situações de desastre.
O guia assinala vários exemplos de como a corrupção pode atingir todas as pessoas afectadas ou actuando em áreas de calamidade, incluindo os casos de trabalhadores de instituições de ajuda que trocam alimentação por sexo na África Ocidental, sobreviventes do tsunami em Aceh que estão a ficar sem casa porque os construtores as levantaram sem alicerces e chefes de aldeias que desviaram alimentos destinados aos mais desfavorecidos na Índia em 2001. Segundo Transparency Internacional, a ajuda humanitária é muito vulnerável à corrupção porque injecta subitamente dinheiro e bens materiais em áreas com míngua de recursos, essa ajuda tem que ser encaminhada rapidamente e muitos países atingidos por calamidades têm instituições frágeis que ficam ainda mais debilitadas quando as crises acontecem. Além disso, afirma Rosslyn Hees, consultora da TI, a corrupção já é endémica em muitas zonas de desastre. O guia, publicado em 1 de Fevereiro, informa os trabalhadores dos sectores de ajuda humanitária sobre os modos de lutarem contra a corrupção, designadamente como encaminhar recursos, detectar desvios da ajuda e reprimir a extorsão. Entre as atitudes recomendadas figuram fortes políticas de advertência e detecção e a monitarização dos programas em desenvolvimento. A ideia de escrever o guia surgiu depois do tsunami de 2004, quando Transparency Internacional detectou que as agências humanitárias não tinham de facto estratégias para identificar a corrupção, revelou Rosslyn Hees. "Não conseguiam obter provas e ninguém falava disso", acrescentou. De acordo com a consultora da TI, as agências têm a noção da existência do problema da corrupção, "mas não têm conhecimentos sobre ele". Os responsáveis das agências têm de deixar de encarar a corrupção como um tabu, aconselha o guia. Sete organizações não-governamentais (ONG's) - Action Aid, CARE International, Catholic Relief Services, Islamic Relief Worldwide, Lutheran World Federation, Save de Children USA e World Vision International - colaboraram na elaboração do guia e tentam agora introduzir reformas no funcionamento e dispositivos de ajuda que permitam minimizar a corrupção. O ideal será que o combate à corrupção seja travado com uma atitude preventiva, antes que ocorram situações de emergência", disse Rosslyn Hees. Muitos países têm experiência de fenómenos naturais frequentes, como tufões ou furacões, ou crónicos, como cheias, e por isso é possível identificar o género de catástrofes estão para acontecer e que tipo de respostas podem ser preparadas perante os ricos de corrupção", acrescentou. "Temos mesmo de nos preparar para isso", salientou. (Texto da autoria da Agência IRIN, um projecto de informação e análise humanitária do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários)
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