Facebook
i want change
Copy/Paste

The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


Ler Mais...
Mil Palavras
Instantâneos
Reflexões

O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Grande oportunidade perdida PDF Versão para impressão
Produzido por Marisa Matias   

Grande oportunidade perdida

A cimeira de Copenhaga terminou com um fracasso, diga-se o que se disser. “Perdemos uma grande oportunidade”, concluiu a eurodeputada Marisa Matias, membro da delegação do Parlamento Europeu, na hora de deixar a capital dinamarquesa.

O acordo não vinculativo saído da Cimeira de Copenhaga, por muito que seja apresentado como um resultado positivo pelos países desenvolvidos e alguns países emergentes, tem muito pouco nível de compromisso. Perdemos mais uma grande oportunidade de combater frontalmente as alterações climáticas nocivas para todo o planeta.


Estamos perante um acordo pobre e nada clarificado. O financiamento ficou aquém do desejado e necessário e não houve durante as negociações a capacidade para estabelecer metas a aplicar por todos. As que vierem a ser aplicadas serão decididas individualmente e aplicadas sem estratégia organizada pelos países desenvolvidos, solução insuficiente e que contradiz frontalmente os objectivos iniciais da conferência.

Ficámos, de facto, a uma grande distância do que é necessário para ser eficaz na luta contra as alterações climáticas. Como o tempo continua a passar e os problemas ambientais não são combatidos de uma forma organizada e global, a degradação tende a acelerar-se em todo o planeta. Como é que os chefes de Estado presentes e também os que enviaram representantes podem justificar este resultado? As grandes questões ficaram de fora.

A União Europeia também não assumiu as suas responsabilidades. Como em tantas outras situações mundiais, assumiu uma posição de mera observadora do processo. E quando interveio fê-lo de maneira pouco clara e sem conseguir definir e apresentar uma estratégia global.

Não é exagero dizer que tudo ficou adiado pelo menos por mais um ano, até à cimeira do México, marcada para Dezembro de 2010. É certo que falta clarificar os acordos em anexo, designadamente o que terá de ficar fechado até final de Janeiro próximo. Independentemente disso, o principal resultado da conferência de Copenhaga não é nada animador: os países pobres serão os que continuarão a pagar mais quanto aos efeitos das alterações climáticas.

+/-
Comentar
Nome:
Email:
 
Sítio web:
Título:
Código UBB:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img] 
 
 
Por favor introduza o código anti correio não solicitado da imagem.
+/- Comentários
Adicionar novo Procurar RSS