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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Pentágono deu sumiço a dois mil milhões de dólares do Iraque PDF Versão para impressão
Segunda, 30 Janeiro 2012 19:37

O dinheiro em causa foi disponibilizado para o pagamento de contratos estabelecidos pela Autoridade Transitória norte-americana que geriu o país desde a invasão até 2004, altura em que tomou posse um governo iraquiano formado por Washington. A informação sobre o desconhecimento do paradeiro do dinheiro foi divulgada pelo gabinete do Inspector Geral Especial para a Reconstrução do Iraque (Sigir).

A maior parte do dinheiro do Estado iraquiano então disponibilizado, cerca de 2800 milhões de dólares, foi colocado numa conta da Reserva Federal (Banco central norte-americano) em Nova Iorque. O restante, 217,7 milhões de dólares, foi depositado num cofre do palácio presidencial em Bagdade.

A Reserva Federal informou oficialmente Bagdade que o Departamento da Defesa dos Estados Unidos levantou 2700 milhões da conta novairoquina sem que existam “justificações sobre os pagamentos ou documentos financeiros, por exemplo facturas, que os comprovem”, de acordo com o Sigir.

Donald Rumsfeld era então o membro da Administração Bush que dirigia o Departamento da Defesa.

O dinheiro só poderia ser movimentado com autorização escrita das autoridades iraquianas e, de momento, o Departamento da Defesa apenas está em condições de justificar a aplicação de mil milhões dos três mil milhões de dólares da verba total. Além disso, o Pentágono também não consegue justificar a utilização de 119,4 milhões de dólares dos 193,3 que restavam no cofre do palácio presidencial de Bagdad quando a Autoridade Transitória foi dissolvida.

“Os Estados Unidos terão que reagir para defender a sua reputação e o seu papel no Iraque naquela época”, encontrando o dinheiro ou então justificando o seu destino, desafia o governador do Banco Central do Iraque, Mouzher Mohammad Salah.