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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Epidemia de atentados contra cientistas iranianos PDF Versão para impressão
Quarta, 11 Janeiro 2012 16:35

Segundo testemunhas presenciais, o atentado foi cometido por dois indivíduos que se deslocavam de motocicleta e lançaram uma bomba contra o cientista, o quarto a ser assinado em circunstâncias semelhantes.

A agência iraniana Mehr informa que o engenheiro Ahmadi Roshan “se licenciara há nove anos na Universidade de Sharif, onde leccionava, e era o vice-director para os assuntos comerciais do complexo nuclear de Natanz”, o principal da indústria nuclear iraniana.

Uma outra agência, Fars, cita um colega da vítima afirmando que Roshan trabalhava sobre um projecto de membranas polímeras utilizadas na separação de gás.

Ahmid Roshan é o quarto cientista iraniano a morrer nestas circunstâncias desde Janeiro de 2010. Massud Ali Mohammadi, físico nuclear de renome internacional, foi assassinado por uma moto armadilhada junto à sua residência há dois anos; Majid Shahriari, igualmente físico nuclear, foi vítima da explosão de uma bomba no seu carro em Novembro de 2010; Dariush Rezainejad, outro cientista nuclear, morreu devido à explosão de uma bomba magnética colada ao seu automóvel em Julho de 2011. O actual presidente da Organização Iraniana de Energia Atómica, Fareydoun Abbasi, escapou a um atentado semelhante em 2010 ao saltar por reflexo do interior do automóvel quando se apercebeu que um motociclista aplicara uma bomba numa das portas.

O Irão acusa serviços norte-americanos e israelitas de estarem por detrás destas acções e também de serem responsáveis por um ataque informático com vírus Stuxnet no Outono de 2010 que terá perturbado o funcionamento do principal centro nuclear iraniano.

Na sua edição de quarta-feira, o jornal israelita Haaretz afirma que “a possibilidade de agências de espionagem ocidentais ou mesmo israelitas estarem por detrás do assassínio é suportada pelos precedentes”.