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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

"A crise também é da democracia" PDF Versão para impressão
Segunda, 19 Julho 2010 11:25

 Rui Tavares, eurodeputado da Esquerda Unitária GUE/NGL eleito como independente pelo Bloco de Esquerda explicou na Universidade de Verão do Partido da Esquerda Europeia, na Moldávia, que a "crise em que vivemos não é apenas económica mas também da democracia".

A Universidade de Verão do Partido da Esquerda Europeia decorreu durante três dias em Chisinau, capital da Moldávia, país ameaçado actualmente por modificações constitucionais restritivas para a democracia a ponto de porem em causa o maior partido do espectro político do país, o Partido dos Comunistas da Moldávia.

"A crise em que vivemos", declarou Rui Tavares na sua intervenção perante os participantes, "não é apenas económica; é uma crise de representação política na Europa; é uma crise de democracia". O eurodeputado sublinhou que esta situação é grave porque, conjugada com a crise económica, faz com que "a sociedade se torne receosa, menos corajosa e não seja uma sociedade que dê a volta à crise". Além disso, disse Rui Tavares, os mecanismos da democracia não funcionam como deviam funcionar: "os mercados mandam, mas não são eleitos; os governos são eleitos e seis meses depois estão a fazer o contrário do que prometeram"; as lacunas de representação são evidentes na União Europeia, onde as instituições dominantes e mais distantes dos cidadãos não são eleitas pelos 500 milhões de europeus.