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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Despedimentos colectivos: apoio em debate no PE PDF Versão para impressão
Terça, 22 Junho 2010 19:22

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Um relatório de Miguel Portas com o objectivo de reduzir a metade o tempo de apoio da União Europeia aos despedimentos colectivos e de transformar o mecanismo actualmente existente num fundo estrutural está em debate e negociação no Parlamento Europeu.

A Comissão de Orçamento do Parlamento Europeia iniciou segunda-feira, 21 de Junho, o debate e a negociação sobre o futuro do Fundo de Ajustamento à Globalização num relatório do eurodeputado Miguel Portas que prevê a redução em 50 por cento do tempo de resposta da União Europeia a um despedimento colectivo no espaço dos 27. O objectivo principal é transformar até 2013 o actual fundo num fundo estrutural que "siga o interesse do trabalhador" atingido por esse tipo de despedimentos, como aconteceu recentemente na Quimonda, em Portugal.

O fundo de ajustamento à globalização (FEG) foi criado pela UE em finais de 2006 para apoiar os trabalhadores, principalmente nas regiões e nos sectores desfavorecidos pela abertura à economia globalizada, mas o seu funcionamento foi limitado e medíocre até ser criado um novo regulamento em Maio de 2009. Após um ano, o fundo melhorou substancialmente no seu funcionamento e capacidade de execução.
Acima de tudo, comentou Miguel Portas durante o debate em comissão, “é um bom fundo para a reinserção profissional” – é um fundo de resposta personalizada a despedimentos colectivos, ou seja, não propõe a mesma formação para todos os trabalhadores, mas pergunta-se ao próprio trabalhador que tipo de formação ele quer ter para ser reinserido no mercado. Porque cada caso é um caso e porque já temos fundos que oferecem formação aos trabalhadores em função dos interesses das empresas, como o Fundo Social Europeu (FSE), “é essencial ter um fundo que segue o interesse do trabalhador. Ajusta-se às necessidades e expectativas. É um laboratório de formação e deve ser autónomo do FSE, contaminando-o com as boas práticas”, explicou o eurodeputado.
Apesar do fundo funcionar melhor desde que foi melhorado o regulamento, continua ainda com estrangulamentos, sublinhou Miguel Portas. "As mesmas pessoas que analisaram 16 candidaturas em dois anos, analisam agora 42 em apenas um ano. Para além disso, e apesar de o fundo ter sido questionado pelos países mais ricos da UE, é por eles que é mais utilizado, o que é paradoxa”, acrescentou.
Para melhorar o funcionamento do fundo tal como se encontra na situação actual, o eurodeputado apresentou três propostas concretas para simplificar todos os procedimentos que sejam precisos para ser mais funcional para quem o utiliza. Em primeiro lugar, “reduzir três a seis meses o tempo de espera desde o momento em que o trabalhador é despedido e o momento em que o Estado Membro recebe o dinheiro.” O tempo habitual de espera é hoje de nove a doze meses. Em segundo lugar, “o fundo tem um tempo limite até 2011, mas é preciso estendê-lo até 2013”. E finalmente, a partir de então, “deve tornar-se uma rubrica com orçamento próprio” pois, como Miguel Portas explica, estamos num contexto de crise, mas mesmo que consigamos melhorá-lo e criar novos empregos, o problema  do desemprego é um problema estrutural e temos de dar um sinal aos trabalhadores de que a Europa está com eles. Um sinal de que a própria UE pode melhorar as políticas que cada Estado-Membro tem hoje em dia em matéria de formação profissional”.
O atendimento personalizado do trabalhador é ainda muito deficiente e não dá resposta às suas necessidades, concordou a responsável por este relatório na Comissão de Emprego e Assuntos Sociais. Muitos trabalhadores entram muito cedo nas empresas e aí trabalham durante vinte ou trinta anos sem adquirir mais formação e sem ser adaptados às mudanças que ocorrem nas empresas e no mercado de trabalho. “É neste campo que precisamos de uma individualizacão forte, mas também é preciso ter a participação dos parceiros sociais ao longo deste processo. Não podemos dar uma resposta colectiva a trabalhadores nesta situação e por isso temos de prolongar este fundo”, acrescentou.

Consulte aqui o relatório em discussão (versão em Português):

http://www.europarl.europa.eu/activities/committees/draftReportsCom/comparlDossier.do?language=PT&dossier=BUDG%2F7%2F02515&body=BUDG

Mais informação:

http://www.beinternacional.eu/index.php/destaques/692-apoio-aos-desempregados-em-debate-no-parlamento-europeu