| GUE/NGL rejeita golpe no Paraguai |
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| Segunda, 25 Junho 2012 14:07 | |||
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Protestos contra o golpe O Grupo da Esquerda Unitária no Parlamento Europeu (GUE/NGL) condena as iniciativas das "forças conservadoras do Parlamento do Uruguai" para "derrubar o presidente democraticamente eleito", Fernando Lugo, e pede à UE que "tome uma posição muito clara contra o golpe". "Apoiamos plenamente o povo do Paraguai, que lutou pela democracia depois da ditadura elegendo um presidente com um programa pela justiça social e a democracia e que agora luta pelo seu direito de governar o país", declarou a presidente do grupo, a eurodeputada alemã Gabi Zimmer. Condenando a violência policial e apoiando a decisão de Lugo de demitir o ministro do Interior na sequência do episódio repressivo contra camponeses sem terra, a eurodeputada salienta que o incidente foi de facto "criado pela forças conservadoras" e "não pode servir de pretexto a um golpe de Estado". "Temos observado como a maioria conservadora do Parlamento Paraguaio trabalha há muitos anos para desestabilizar o governo do presidente Lugo, bloqueando as suas iniciativas a favor da justiça social", sublinhou por sua vez o eurodeputado Jurgen Klute, igualmente do (GUE/NGL) e membro da delegação das relações do Parlamento Europeu com o Mercosul. "Este foi o único parlamento da região que se opôs à entrada da Venezuela no Mercosul", recordou Klute. O escritor e sindicalista norte-americano Shamus Cooke considera num artigo divulgado segunda-feira, e no qual cita numerosos trabalhos publicados na imprensa dos Estados Unidos e da Europa, que o que se passa no Paraguai "é o segundo golpe de Obama, depois das Honduras". Cooke salienta um artigo do britânico do The Guardian comprovado o carácter sumário do "impeachment" instaurado pelo Congresso do Paraguai contra o presidente e no qual se considera que o confronto armado por disputa de terras numa empresa que é propriedade de uma figura da velha elite política do Partido Colorado, que sustentou a ditadura de Stroessner, "é meramente um pretexto para" depor Lugo. O mesmo artigo revela que os opositores do presidente "não conseguiram apresentar nenhuma prova das acusações" apresentadas contra ele. "Dá a sensação de que a sentença já estava escrita previamente", conclui o autor do artigo do The Guardian, o economista Mark Weisbrot. Nos Estados Unidos, onde a comunicação social dominante não qualifica os acontecimentos no Paraguai como um golpe, considerando-o um "impeachment legal", a porta-voz da senhora Clinton, Darla Jordan, declarou que "o Departamento de Estado compreende" a iniciativa do Senado do Paraguai. A preocupação da administração Obama, segundo a mesma fonte oficial, "é que os paraguaios actuem urgentemente de modo pacífico, com calma e responsabilidade no espírito dos princípios democráticos do Paraguai".
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