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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Turquia e EUA em colisão PDF Versão para impressão
Sexta, 05 Março 2010 20:00

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A Turquia chamou o seu embaixador em Washington depois de uma comissão do Congresso ter reconhecido o "genocídio" turco sobre os arménios em 1915.

O primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, considera que a decisão da Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado poderá perturbar as relações entre a Turquia e os Estados Unidos, que são estratégicas no âmbito da NATO. A Turquia está a ser acusada de um crime que não cometeu, disse o primeiro ministro. 

"A Turquia não poderá ser responsabilizada pelos resultados negativos que este acontecimento possa provocar", declarou por sua vez o presidente Abdullah Gul, acrescentando que a decisão é uma "injustiça histórica". Ahmet Davutoglu, ministro dos Negócios Estrangeiros disse, por seu lado, que a Turquia tenciona levar para a frente o processo de normalização de relações com a Arménia, mas a ratificação parlamentar do acordo de paz assinado com este país em Outubro passado poderá estar em causa.

Obama e o Departamento de Estado, além de uma delegação parlamentar turca que se deslocou de Ancar,a pressionaram a comissão da Câmara dos Representantes para não incluir a palavra "genocídio" na sua resolução. Actualmente a Turquia reconhece que foram cometidas atrocidades contra os arménios em 1915-1916, embora dentro de um processo de guerra e não de forma sistemática com o objectivo de destruir o povo cristão arménio. A chacina cometida na vigência do governo dos "jovens turcos" liquidou cerca de milhão e meio dos arménios que viviam no interior do Império Otomano com base em argumentos racistas defendidos por um grupo no interior do movimento nacionalista.

A resolução foi aprovada à tangente na comissão, por 23 votos contra 22, e pede ao presidente para assegurar que a política externa dos Estados Unidos reflicta o reconhecimento do "genocídio" e que na sua declaração anual sobre a matéria defina como tal as mortes praticadas durante a Primeira Guerra Mundial.

A Arménia manifestou a sua satisfação pela declaração, considerando que se trata de "um importante passo em frente na prevenção dos crimes contra a humanidade".

Uma resolução semelhante foi aprovada pela Comissão de Negócios EStrangeiros da Câmara dos Representantes em 2007 mas acabou por não vingar devido a pressões da administração de George W. Bush.