| Turquia e EUA em colisão |
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| Sexta, 05 Março 2010 20:00 | |||
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A Turquia chamou o seu embaixador em Washington depois de uma comissão do Congresso ter reconhecido o "genocídio" turco sobre os arménios em 1915. O primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, considera que a decisão da Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado poderá perturbar as relações entre a Turquia e os Estados Unidos, que são estratégicas no âmbito da NATO. A Turquia está a ser acusada de um crime que não cometeu, disse o primeiro ministro. "A Turquia não poderá ser responsabilizada pelos resultados negativos que este acontecimento possa provocar", declarou por sua vez o presidente Abdullah Gul, acrescentando que a decisão é uma "injustiça histórica". Ahmet Davutoglu, ministro dos Negócios Estrangeiros disse, por seu lado, que a Turquia tenciona levar para a frente o processo de normalização de relações com a Arménia, mas a ratificação parlamentar do acordo de paz assinado com este país em Outubro passado poderá estar em causa. Obama e o Departamento de Estado, além de uma delegação parlamentar turca que se deslocou de Ancar,a pressionaram a comissão da Câmara dos Representantes para não incluir a palavra "genocídio" na sua resolução. Actualmente a Turquia reconhece que foram cometidas atrocidades contra os arménios em 1915-1916, embora dentro de um processo de guerra e não de forma sistemática com o objectivo de destruir o povo cristão arménio. A chacina cometida na vigência do governo dos "jovens turcos" liquidou cerca de milhão e meio dos arménios que viviam no interior do Império Otomano com base em argumentos racistas defendidos por um grupo no interior do movimento nacionalista. A resolução foi aprovada à tangente na comissão, por 23 votos contra 22, e pede ao presidente para assegurar que a política externa dos Estados Unidos reflicta o reconhecimento do "genocídio" e que na sua declaração anual sobre a matéria defina como tal as mortes praticadas durante a Primeira Guerra Mundial. A Arménia manifestou a sua satisfação pela declaração, considerando que se trata de "um importante passo em frente na prevenção dos crimes contra a humanidade". Uma resolução semelhante foi aprovada pela Comissão de Negócios EStrangeiros da Câmara dos Representantes em 2007 mas acabou por não vingar devido a pressões da administração de George W. Bush.
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