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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Inspectores da AIEA voltam a Teerão PDF Versão para impressão
Segunda, 20 Fevereiro 2012 19:41

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Uma delegação da Agência Internacional de Energia Atómica chegou a Teerão para debater com as autoridades iranianas o programa nuclear do país, alvo de controvérsia internacional e ameaças de guerra.

A visita decorre numa situação onde avultam as contradições entre a reactivação da frente diplomática, que poderia diminuir a tensão, e a elevação do tom dos discursos e do conteúdo das sanções, que continua a agravá-la.

Na semana passada o Irão enviou uma carta sobre a decisão de reatar discussões internacionais relacionadas com o seu programa nuclear, que alega ser apenas civil, e que, surpreendentemente, foi acolhida de maneira favorável em Washington e Bruxelas, o que raramente acontece.

Ao mesmo tempo, e antecedendo os efeitos das sanções estabelecidas pela União Europeia, que não conhece de facto a realidade do programa, o Irão decidiu cancelar as exportações de petróleo para o Reino Unido e a França, facto que terá repercussões nas crises das economias destes países.

A delegação da Agência Internacional de Energia Atómica é constituída por cinco membros e chefiada pelo inspector Herman Nackaerts. A visita está programada para dois dias e as notícias sobre o programa divulgadas pelas agências internacionais são contraditórias. Nackaerts diz que quer “resultados concretos” e pretende visitar a base de Parchin onde, segundo a teses norte-americanas, se têm realizado explosões experimentais consideradas importantes para a criação de ogivas nucleares.

Ao mesmo tempo o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ali Akbar Salehi, rejeitou para já a possibilidade de se realizar essa inspecção dizendo que os trabalhos da AIEA “ainda só agora começaram”.

O papel de inspecção da AIEA tem sido alvo de polémica, sobretudo no Médio Oriente, acusado de ser orientado pelo Pentágono e a NATO. O exemplo mais importante desse comportamento, já ilustrado anteriormente pelo papel no Iraque antes da invasão, é o facto de esta agência da ONU nunca ter procurado investigar as notícias fundamentadas que circulam há muitos anos sobre a envergadura do arsenal atómico militar de Israel, o único existente na região.