| Esquerda Europeia mobiliza-se contra "estabilidade" neoliberal |
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| Quarta, 03 Março 2010 14:32 | |||
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Participação activa na Jornada Europeia contra a Crise marcada para 24 de Março A Esquerda Europeia apoia a Jornada Europeia de Acção contra a crise convocada para 24 de Março e contrapõe um conjunto de medidas alternativas aos programas neoliberais de "estabilidade" em que a prioridade é a defesa do emprego, dos salários e das pensões. As decisões estão integradas na declaração final da reunião dos partidos de esquerda do Sul da Europa realizada em Atenas. O documento adoptado na capital grega propõe que durante as jornadas de mobilização de 24 de Março promovidas pelos sindicatos europeus seja adoptada a palavra de ordem comum: "O Povo Europeu não vai pagar a crise! Vamos unir-nos por uma Europa Solidária!". As quatro medidas defendidas pela Esquerda Europeia como alternativa aos programas neoliberais de "estabilidade" que os governos da União tentam impor são: a defesa do emprego, dos salários e das pensões como principal prioridade de todas as instituições europeias; taxação de todas as transacções especulativas e abolição dos paraísos fiscais existentes no território europeu; criação de uma agência pública europeia de rating, uma vez que os países têm de deixar de ser reféns das agências privadas de rating, que servem os interesses especulativos; lançamento dos eurobonds, o que permitirá aos Estados membros contrair empréstimos a taxas de juro razoáveis. "Não aceitamos a justificação dos governos dos países da Zona Euro, do FMI e do Banco Mundial de que a estabilidade do euro exige duras medidas de austeridade", salienta a declaração de Atenas. "Todas estas políticas defendem os interesses capitalistas e aumentam o desemprego e a pobreza através de toda a União Europeia enquanto ao mesmo tempo os bancos privados são ajudados pelos governos nacionais e pelo Banco Central Europeu com biliões de euros. Não há saída estratégica para a crise", acrescenta a Esquerda Europeia, "sem o reforço da economia real e do emprego, sem mais justiça na distribuição dos rendimentos, sem democratização do poder e da propriedade como condição para mobilizar os fundos públicos". Os partidos de esquerda da Europa do Sul declararam em Atenas qus "os problemas gregos, portugueses ou espanhóis não são problemas nacionais; são um problema europeu que põe em causa toda a construção neoliberal da União Europeia". Além disso, sublinha a declaração, "os governos da Grécia e de outros países, principalmente do Sul da Europa, estão sujeitos a programas de estabilidade com aumento das taxas do IVA, privatização das pensões, cortes nos direitos sociais enquanto os bancos e as grandes empresas tão tratados muito mais favoravelmente do que no passado. Ao mesmo tempo, as margens de lucro dos principais bancos privados europeus crescem constantemente devido à diferença das taxas de juro dos seus empréstimos no Banco Central Europeu (cerca de 1%) e os preços dos títulos de governos que eles compram (6 a 7 por cento no caso da Grécia)". Por isso, sublinham os partidos de esquerda da Europa do Sul, "reclamamos uma séria e profunda refundação da União Europeia e das suas políticas económica e social". No contexto da estratégia geral adoptada em Atenas, conforme se lê na declaração, "os partidos da Esquerda Radical do Sul da Europa e a Esquerda Europeia decidem intensificar imediatamente a sua coordenação conttra os efeitos da crise. Ao mesmo tempo, apelam a outras forças políticas, sindicatos, movimentos sociais e intelectuais progressistas da Europa para agirem em conjunto uma vez que o problema da crise não é nacional, é um problema europeu e global". Nas acções do próximo dia 24, a Esquerda Europeia propõe-se organizar múltiplas acções comuns em várias cidades europeias, especialmente nas capitais da Europa do Sul, apresentando as suas exigências e medidas programáricas no contexto do programa do Partido da Esquerda Europeia.
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