| Europa: a anedota e o fingimento |
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| Quinta, 02 Fevereiro 2012 14:19 | |||
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Miguel Portas considera que as lideranças europeias "insistem sempre e sempre na mesma receita, apesar do fracasso dos resultados". O deputado do Bloco de Esquerda falava no plenário do Parlamento Europeu, reunido em Bruxelas, e manifestou convição de mudança para o futuro, "um dia isto muda, um dia o emprego contará mais do que os mercados, um dia deixaremos de fingir!". Intervenção completa Miguel Portas (GUE/NGL). – Depois de Berlim ter imposto à Grécia um tecnocrata como Primeiro-Ministro, acha, Senhor Presidente, que esse país ainda precisa, por cima, de um Ministro das Finanças que seja europeu? Não saberá a Senhora Merkel que o pior que se pode fazer a um povo é humilhá-lo, obrigá-lo a rastejar? Senhor Presidente, na União Soviética do tempo de Brejnev contava-se uma anedota: o comboio da revolução tinha perdido a sua locomotiva e o partido, em vez de a concertar, pedia aos passageiros que pulassem. Claro que o comboio não andava, apenas abanava. Mas porque os gerontes, os líderes desse país, já só sabiam fingir. O mesmo se passa com as atuais lideranças europeias. Elas insistem sempre e sempre na mesma receita, apesar do fracasso dos resultados. Um dia isto muda, um dia o emprego contará mais do que os mercados, um dia deixaremos de fingir!
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