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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

E Tony Blair chorou... PDF Versão para impressão
Quarta, 01 Setembro 2010 15:16
Tony Blair, ex-primeiro ministro britânico e, juntamente com George W. Bush, um dos principais responsáveis pelas guerras do Iraque e do Afeganistão, afirma que chorou "muitas lágrimas" pelos seus compatriotas vítimas dos conflitos. "Lamento com cada fibra do meu ser as perdas dos que morreram", escreve Blair no seu livro de memórias, "A Journey", posto à venda simultaneamente com o anúncio do fim das operações de combate norte-americanas em território iraquiano. O ex-primeiro ministro, escolhido depois para encabeçar as fracassadas diligências do chamado "Quarteto" para o Médio Oriente, confessa que "as lágrimas, embora tenham sido muitas", não compensam as perdas. No entanto, acrescenta. não lamenta a invasão do Iraque porque o mundo "ficou melhor" sem Saddam Hussein. O que Blair não esperava, segundo as memórias, era "o pesadelo" que se seguiu ao derrube de Saddam Hussein. Um dos aspectos da sua governação de que Tony Blair está arrependido é o de ter proibido a caça à raposa. O autor recebeu mais de seis milhões de euros adiantados pela publicação do livro.