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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Afeganistão entre a realidade e a ficção PDF Versão para impressão
Terça, 20 Julho 2010 18:03

O presidente do Afeganistão, Ahmid Karzai, anunciou terça-feira perante a conferência mundial de doadores que o seu governo tenciona ficar responsável pela segurança do país a partir de 2014. Hillary Clinton, secretária de Estado norte-americana, comentou que esta decisão não significa que as tropas dos Estados Unidos deixem completamente o país a partir dessa data, mantendo dispositivos militares em regime de supervisão e acompanhamento. Prevê-se também que no próximo ano um apreciável contingente de tropas estrangeiras abandone o país.

Estes movimentos e declarações causaram estranheza em numerosas delegações de países doadores tendo em conta que o ano em curso é, desde o início da invasão, em 2001, o que regista maior número de baixas entre as tropas estrangeiras, que não conseguem controlar a totalidade do território afegão e são vulneráveis até nas imediações de Cabul. Os resultados das ofensivas nos feudos talibãs ficaram além dos objectivos proclamados - o que obrigou à recente mudança do comando morte-americano - pelo que, segundo membros das delegações presentes na conferência, as declarações proferidas podem ter efeito contrário ao pretendido. Por um lado traduzem a possibilidade de a NATO deixar o Afeganistão sem ter ganho a guerra; por outro, levantam receios em relação ao futuro do país porque dificilmente o renovado exército afegão poderá conseguir o que os poderosos e bem equipados contingentes militares estrangeiros não alcançaram.