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Primeiro ministro de Portugal, 06/02/2012

Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas
Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

Instantâneos
Reflexões

Relatório da Liga Árabe sobre a Síria

O chefe da delegação da Liga Árabe que se deslocou aos principais focos da guerra civil na Síria elaborou um relatório que está a ser silenciado pela presidência da organização, assumida pelo Qatar. A delegação foi constituída por representantes de todos os países membros e do relatório apenas se dissociaram os enviados da Arábia Saudita, um dos países com menos legitimidade para se pronunciar sobre comportamentos ditatoriais. Versão inglesa; versão francesa.

Governo turco entre a União Europeia, a religião e os militares PDF Print
Written by Redacção de The Week   

exercitoturco01

 

O governo turco continua a tentar encontrar o difícil caminho entre a estruturação política do país susceptível de facilitar a adesão à União Europeia (UE), a tentação islamita e a forte pressão militar no interior do formato institucional que ainda vigora. A semana que passou registou mais um episódio do processo, com a prisão de altos quadros militares no activo.

Um tribunal de Istambul emitiu sexta-feira uma ordem de prisão contra dois almirantes e cinco generais de vários ramos, todos eles no activo, acusados de envolvimento numa alegada conspiração para derrubar o governo em 2003. Quase 200 pessoas estão detidas no âmbito deste processo, que deverá começar a ser julgado em 16 de Dezembro.

O governo de Tayepp Erdogan, formado por um partido de tendência islamita, é o primeiro executivo eleito democraticamente que procura subordinar o poder militar ao poder político. Os militares turcos são responsáveis por quatro golpes de Estado desde os anos sessenta do século passado e consideram-se os garantes da laicidade do Estado que caracteriza o regime. Sectores militares têm acusado veladamente o governo em funções de pretender islamizar o Estado e de quebrar a separação tradicional em relação aos sectores religiosos. O primeiro ministro alega que as mudanças institucionais que pretende fazer não põem em causa a laicidade e se oruientam pela subordinação do poder militar ao poder político, essencial para que o figurino institucional do país seja adequado às negociações para integração na União Europeia.

Sectores de oposição que têm sido vítimas das ditaduras militares e que, ao mesmo tempo, defendem a laicidade do Estado, consideram que não só as forças armadas - um forte pilar da NATO - continuam a pretender ter um papel interveniente na política turca como o governo actual tem imposto, de facto, medidas que aumentam a influência religiosa, designadamente no sector da educação e dos direitos das mulhares.

Entre os militares detidos e que irão ser submetidos a julgamento estão três antigos chefes militares, agora na reserva: o general Cetin Dogan, ex-comandante do Exército; o almirante Ozden Ornek, ex-comandante da Marinha; e o ex-comandante da Força Aérea, Ibrahim Firtina. Estão sujeitos a penas que podem ir dos 15 a 20 anos de prisão.

Outra interrogação em torno deste processo relaciona-se com o comportamento que o sector judicial virá a ter, uma vez que, a par dos militares, se considera garante da laicidade do Estado.

 

 

 

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