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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

Instantâneos
Reflexões

Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

“É melhor ter a Turquia dentro da UE do que deixá-la à porta” PDF Print
Written by Helena de Carvalho   
turquia

Por causa da sua geografia estratégica e valores comuns com a União Europeia, as conversações com a Turquia devem ser retomadas, defendeu  Miguel Angel Moratinos, ministro dos Assuntos Externos e da Cooperacão de Espanha, país que preside actualmente o Conselho da UE.

Numa entrevista dada ao jornal alemão Die Welt, Moratinos falou do papel de relevo que a Turquia poderia desempenhar enquanto mediador no Médio Oriente e na Ásia Central. “A Turquia faz parte da família europeia de nações e sempre foi um aliado importante no diálogo entre as civilizações do Oriente e do Ocidente ”, afirmou o ministro espanhol.

Desde que as conversações começaram, em 2005, apenas doze dos 35 capítulos de negociações foram iniciados, mas Espanha promete continuar com este processo, desbloqueando mais quatro capítulos durante os próximos seis meses.

Mas para prosseguir com as negociações de adesão é absolutamente necessário que o país cumpra os critérios políticos de Copenhaga, garantindo a Democracia, o Estado de Direito, os direitos fundamentais e os direitos das minorias. Uma das questões mais problemáticas neste dossier é a recusa de Ancara em reconhecer o Governo de Chipre.

Apesar da posição espanhola, muitos estados membros permanecem cautelosos em relação à entrada da Turquia. Segundo a última sondagem realizada em cinco países da UE, 64% dos franceses e 62% dos alemães diriam “não” à Turquia se um referendo fosse realizado. A sondagem da Universidade Bogazici de Istambul, da Universidade de Granada e da Universidade Autónoma de Madrid demonstra ainda que o “não” ganharia com menos de 50% no Reino Unido, enquanto que a Polónia e a Espanha votariam “sim” com 54 e 53 %, respectivamente.

Moratinos mostrou-se também confiante numa possível resolução do conflito Israelo-Palestiniano. Admitiu mesmo que ver este conflito solucionado é o desafio principal da presidência espanhola: “A Europa deve levar esta questão para diante e trabalhar de modo a que se chegue a uma solução pacífica para os dois estados, e o mais depressa possível. Um ano é o limite máximo. Ambas as partes querem negociar, mas precisam de ser incentivadas". Segundo o ministro espanhol, a paz nesta área influenciaria e melhoraria as relações europeias com outros países, porque“a co-existência com as sociedades muçulmanas é perfeitamente possível, e, mais uma vez, a Turquia poderia ajudar nesta tarefa diplomática”.

Outra das grandes prioridades assumidas pela presidência espanhola é a América Latina. A Espanha tentará convencer os estados membros a revogar a posição comum sobre Cuba e fechar importantes acordos comerciais com outros países da região. Porém, o Presidente do Parlamento Europeu, J. Buzek, já manifestou alguma oposicão em  relação às declarações de Moratinos, afirmando que “a posição comum europeia está em vigor há 14 anos e não há razões para a modificar, pois nada mudou com a chegada ao poder de Raúl Castro”.

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