O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?
Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet
Relatório da Liga Árabe sobre a Síria
O chefe da delegação da Liga Árabe que se deslocou aos principais focos da guerra civil na Síria elaborou um relatório que está a ser silenciado pela presidência da organização, assumida pelo Qatar. A delegação foi constituída por representantes de todos os países membros e do relatório apenas se dissociaram os enviados da Arábia Saudita, um dos países com menos legitimidade para se pronunciar sobre comportamentos ditatoriais. Versão inglesa; versão francesa.
As alterações climáticas, a poluição, o aquecimento global, as formas de os combater de modo humanista e capaz de salvar o planeta são temas políticos de flagrante actualidade. Esta uma das mensagens fundamentais de "O Clima farto de nós?", iniciativa que o Bloco de Esquerda está a promover este fim de semana em Lisboa. Ao contrário das teses neoliberais que depois proporcionam fracassos como o da Cimeira de Copenhaga, discutir a preservação da Terra é uma questão política, não cabe na amálgama tecnocrática, faz-se com fronteiras bem definidas entre a Esquerda e a Direita, entre o humanismo e o negócio, entre a defesa da vida humana e o lucro. Até prova em contrário, o clima está realmente farto de nós; cabe-nos fazer as pazes com o clima e colocar o assunto na agenda política no capítulo das prioridades absolutas. Associar-se a esta acção do Bloco em Lisboa é uma boa ideia e um acto de cidadania.