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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Islandeses rejeitam factura dos erros dos bancos PDF Versão para impressão
Quarta, 10 Março 2010 11:57

O referendo do dia 6 de Março na Islândia teve um resultado prometedor (93%) para todos os que acham que não devem ser os mais pobres a pagar a factura deixada pelos mais ricos.

A realização do referendo teve como objectivo auscultar a opinião do povo islandês sobre a contestada lei Icesave, que prevê indemnizar os investidores estrangeiros lesados pela falência do banco islandês Icesave. Os 93 por cento contra a lei não deixam margem para dúvidas, mas o resultado pode, ainda assim, ser pouco efectivo pois nada garante que a opinião pública tenha o maior peso na balança da decisão final.

Após vários protestos da população, o presidente islandês, O. R. Grimsson, decidiu convocar uma consulta popular antes de tomar a decisão de assinar ou não a lei criada para compensar os países que foram forçados a ajudar os seus cidadãos que perderam os fundos aplicados no banco Icesave.

Num panorama de grave recessão económica no país, o Landsbanki, que administrava as contas do Icesave, faliu e foi nacionalizado em 2008. Mais de 400 mil pessoas perderam o dinheiro que haviam investido no banco e pediram contas aos seus governos, os quais, por sua vez, exigiram o pagamento da dívida à Islândia .

Em Dezembro de 2009 o Parlamento islandês aprovou uma proposta para reembolsar o dinheiro aos governos estrangeiros, mas a lei tem que ser promulgada pelo presidente. A população islandesa considera - e deixou isso bem claro no referendo - que não deve pagar pelos erros dos bancos. Se assim fosse, caberia a cada islandês pagar cerca de 12 500 euros por uma dívida que não contraiu. No dia 6 de Março o presidente recebeu uma petição para vetar a lei assinada por quase um quarto da população do país.

Entretanto, os vizinhos nórdicos da Islândia - Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega – que haviam acordado emprestar 1800 milhões de euros para ajudar a economia islandesa a sair da profunda crise, mostram-se agora receosos. A Suécia ameaça não avançar com as verbas que tinha prometido caso Reikiavik siga o que os eleitores islandeses decidiram no referendo e não pague ao Reino Unido e à Holanda as indemnizacões aos clientes afectados pela falência do banco islandês.
Drifa Snaedal, secretária-geral do Left-Green Movement Party (Partido do Movimento da Esquerda-Verde) da Islândia abordou a situação no domingo, dia 7, durante a Conferência Internacional das Mulheres, em Copenhaga. Falou dos seus receios relativamente ao estado do país e à entrada na UE. A secretária geral considera que ainda não se pode falar de crise profunda, mas sim de uma grande recessão: “Ainda temos sistemas de saúde, escolas e serviços sociais, mas o problema está na grande depressão económica trazida pelo sistema capitalista e oligárquico.”
Segundo Drifa, a Islândia é um país que foi recentemente devastado pelos interesses económicos mas que ainda oferece condições de vida relativamente boas por ter desenvolvido um bom sistema social há três décadas. A Islândia tem a maior de taxa de fertilidade, mas também a menor taxa de desemprego nas mulheres (10%). Porém, a situação piora de dia para dia “por causa das mudanças no poder e da falência dos bancos. A única forma de resolvermos o problema é sendo radicais, há que desconstruir o poder, analisá-lo e voltar a construí-lo.” – defendeu.