Facebook
The Week
Copy/Paste

Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


Ler Mais...
Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

Instantâneos
Reflexões

Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

A ideologia da salvação da finança PDF Versão para impressão
Terça, 27 Julho 2010 12:23

 O BCE empresta barato aos bancos privados e depois compra-lhes as dívidas a preços altos. Desta maneira, lembrou Miguel Portas, o Banco Central Europeu não defende os seus interesses mas sim o da finança.

Miguel Portas, eurodeputado da Esquerda Unitária GUE/NGL, interveio na Comissão sobre a Crise do Parlamento Europeu onde continua a debater-se o relatório sobre o tema que domina a vida nos países da União Europeia. Sobre a mesa estão cerca de 1600 emendas ao texto original e a intervenção de Miguel Portas que aqui se reproduz incidiu sobre uma sugestão formulada por um deputado do Partido Popular Europeu, a direita dominante: retirar a ideologia do documento. "A primeira coisa que tenho a dizer", contrapôs o eurodeputado português, "é: ora aí está uma proposta ideológica".

"Nós só conseguimos falar da realidade se a lermos", sublinhou Miguel Portas. "E a leitura que fazemos é a ideologia".

A propósito, citou o caso das relações do Banco Central Europeu (BCE) com as instituições financeiras europeias em tempo de crise. "Há um ano", recordou, "O BCE emprestou cerca de 440 mil milhões de euros ao mercado interbancário a uma taxa de um por cento. Com esse dinheiro, parte desses bancos compraram dívidas soberanas provavelmente a três por cento. Agora, o BCE propõe-se reorganizar o modelo da dívida recomprando aos bancos a cinco e seis por cento".

"Isto é a realidade", prosseguiu Miguel Portas. "E essa realidade pode ter duas leituras. Uma é que o BCE está a salvar o sistema financeiro - uma leitura ideológica; a segunda leitura, que é a minha, é que o BCE ou é estúpido ou está a salvar a finança; o que está a fazer é financiar - empresta barato e compra caro, mas não está a proteger os seus interesses".