Agenda

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Semana de Sessão Plenária em Estrasburgo

 

Segunda-feira

17:00 às 23:00 – Sessão Plenária – Inclui apresentação do relatório sobre o Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (de Miguel Portas – voto terça-feira)

 

Terça-feira

09:00 - Debate sobre o "estado da União" com José Manuel Barroso

12:00 – Sessão Formal com o Presidente do Mali

12:30 – Voto do relatório sobre rendimentos mais justos para os agricultores, preços mais transparentes para os consumidores e um melhor funcionamento da cadeia de abastecimento alimentar na Europa (J. Bové)

15:00 – Debate sobre a Situação dos Roma na Europa (voto de uma resolução na quarta-feira) e sobre a crise humanitária no Paquistão

Pergunta dos eurodeputados dos grupos GUE/NGL e Verdes/ALE à Comissão sobre a alteraração da legislação europeia de modo a que esta conceda os mesmos direitos aos casais do mesmo sexo que aos casais heterossexuais quando estes se mudem para outro Estado-Membro da UE.

Quarta-feira

09:00 - Debate sobre as conclusões do ECOFIN de 7 de Setembro

Conferência de Imprensa sobre a Situação dos Roma na Europa (Rui Tavares)

Quinta-feira

Debate e voto de uma resolução sobre a situação dos direitos humanos no Irão, em especial os casos de Sakineh Mohammadi-Ashtiani e de Zahra Bahrami

 

Sexta-feira

Conferência: Biodiversidade depois de 2010 - http://europa.eu/eucalendar/eventpopup.shtml?eventId=1285123 

 

 

 

 

 

The Week
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Biden e a retirada do Iraque

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As coisas estão muito diferentes, as coisas estão muito mais seguras
Miguel Portas

Ciganos e canalhas

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Se tivesse que seleccionar o acontecimento político deste verão, seria certamente o da deportação de ciganos para o Kosovo, a Roménia e a Bulgária. Tudo começou pianinho, em Abril, quando o governo alemão impôs ao seu protectorado kosovar um acordo para o acolhimento de 14 mil ciganos.


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Mil Palavras

Paquistão, Agosto de 2010

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cheiaspaquisto
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Islandeses rejeitam factura dos erros dos bancos PDF Print E-mail
Wednesday, 10 March 2010 11:57
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O referendo do dia 6 de Março na Islândia teve um resultado prometedor (93%) para todos os que acham que não devem ser os mais pobres a pagar a factura deixada pelos mais ricos.

A realização do referendo teve como objectivo auscultar a opinião do povo islandês sobre a contestada lei Icesave, que prevê indemnizar os investidores estrangeiros lesados pela falência do banco islandês Icesave. Os 93 por cento contra a lei não deixam margem para dúvidas, mas o resultado pode, ainda assim, ser pouco efectivo pois nada garante que a opinião pública tenha o maior peso na balança da decisão final.

Após vários protestos da população, o presidente islandês, O. R. Grimsson, decidiu convocar uma consulta popular antes de tomar a decisão de assinar ou não a lei criada para compensar os países que foram forçados a ajudar os seus cidadãos que perderam os fundos aplicados no banco Icesave.

Num panorama de grave recessão económica no país, o Landsbanki, que administrava as contas do Icesave, faliu e foi nacionalizado em 2008. Mais de 400 mil pessoas perderam o dinheiro que haviam investido no banco e pediram contas aos seus governos, os quais, por sua vez, exigiram o pagamento da dívida à Islândia .

Em Dezembro de 2009 o Parlamento islandês aprovou uma proposta para reembolsar o dinheiro aos governos estrangeiros, mas a lei tem que ser promulgada pelo presidente. A população islandesa considera - e deixou isso bem claro no referendo - que não deve pagar pelos erros dos bancos. Se assim fosse, caberia a cada islandês pagar cerca de 12 500 euros por uma dívida que não contraiu. No dia 6 de Março o presidente recebeu uma petição para vetar a lei assinada por quase um quarto da população do país.

Entretanto, os vizinhos nórdicos da Islândia - Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega – que haviam acordado emprestar 1800 milhões de euros para ajudar a economia islandesa a sair da profunda crise, mostram-se agora receosos. A Suécia ameaça não avançar com as verbas que tinha prometido caso Reikiavik siga o que os eleitores islandeses decidiram no referendo e não pague ao Reino Unido e à Holanda as indemnizacões aos clientes afectados pela falência do banco islandês.
Drifa Snaedal, secretária-geral do Left-Green Movement Party (Partido do Movimento da Esquerda-Verde) da Islândia abordou a situação no domingo, dia 7, durante a Conferência Internacional das Mulheres, em Copenhaga. Falou dos seus receios relativamente ao estado do país e à entrada na UE. A secretária geral considera que ainda não se pode falar de crise profunda, mas sim de uma grande recessão: “Ainda temos sistemas de saúde, escolas e serviços sociais, mas o problema está na grande depressão económica trazida pelo sistema capitalista e oligárquico.”
Segundo Drifa, a Islândia é um país que foi recentemente devastado pelos interesses económicos mas que ainda oferece condições de vida relativamente boas por ter desenvolvido um bom sistema social há três décadas. A Islândia tem a maior de taxa de fertilidade, mas também a menor taxa de desemprego nas mulheres (10%). Porém, a situação piora de dia para dia “por causa das mudanças no poder e da falência dos bancos. A única forma de resolvermos o problema é sendo radicais, há que desconstruir o poder, analisá-lo e voltar a construí-lo.” – defendeu.