| Islandeses rejeitam factura dos erros dos bancos |
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| Wednesday, 10 March 2010 11:57 | |||
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O referendo do dia 6 de Março na Islândia teve um resultado prometedor (93%) para todos os que acham que não devem ser os mais pobres a pagar a factura deixada pelos mais ricos. A realização do referendo teve como objectivo auscultar a opinião do povo islandês sobre a contestada lei Icesave, que prevê indemnizar os investidores estrangeiros lesados pela falência do banco islandês Icesave. Os 93 por cento contra a lei não deixam margem para dúvidas, mas o resultado pode, ainda assim, ser pouco efectivo pois nada garante que a opinião pública tenha o maior peso na balança da decisão final. Após vários protestos da população, o presidente islandês, O. R. Grimsson, decidiu convocar uma consulta popular antes de tomar a decisão de assinar ou não a lei criada para compensar os países que foram forçados a ajudar os seus cidadãos que perderam os fundos aplicados no banco Icesave. Num panorama de grave recessão económica no país, o Landsbanki, que administrava as contas do Icesave, faliu e foi nacionalizado em 2008. Mais de 400 mil pessoas perderam o dinheiro que haviam investido no banco e pediram contas aos seus governos, os quais, por sua vez, exigiram o pagamento da dívida à Islândia . Em Dezembro de 2009 o Parlamento islandês aprovou uma proposta para reembolsar o dinheiro aos governos estrangeiros, mas a lei tem que ser promulgada pelo presidente. A população islandesa considera - e deixou isso bem claro no referendo - que não deve pagar pelos erros dos bancos. Se assim fosse, caberia a cada islandês pagar cerca de 12 500 euros por uma dívida que não contraiu. No dia 6 de Março o presidente recebeu uma petição para vetar a lei assinada por quase um quarto da população do país. Entretanto, os vizinhos nórdicos da Islândia - Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega – que haviam acordado emprestar 1800 milhões de euros para ajudar a economia islandesa a sair da profunda crise, mostram-se agora receosos. A Suécia ameaça não avançar com as verbas que tinha prometido caso Reikiavik siga o que os eleitores islandeses decidiram no referendo e não pague ao Reino Unido e à Holanda as indemnizacões aos clientes afectados pela falência do banco islandês.
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