Agenda

Agenda

 

Interrupção das actividades das instituições europeias até 30 de Agosto.

 

 

 

 

 

 

 

 

The Week
Copy/Paste

Julien Assange, fundador do WikiLeaks

Adoro esmagar patifes
Miguel Portas

Tiro no pé

Sempre que o PSD muda de gerência, a primeira tentação do chefe é “rever a Constituição”. Passos Coelho não foi o primeiro nem será o último. Deixemos, portanto, de lado os elogios laudatórios de quem vê nesta trivial operação laranja sinais de rasgo e arrojo.

Antes pelo contrário.


Ler Mais...
Mil Palavras
Instantâneos
Tags
Login



Sarkozy quer espalhar o nuclear PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 09 Março 2010 12:01

nuclear01

Nicolas Sarcozy pretende que as instituições financeiras internacionais contribuam para disseminar a energia nuclear através do mundo.

Na sequência da luz verde dada por Obama ao reinício da construção de centrais nucleares nos Estados Unidos, o presidente francês sugeriu que o Banco Mundial e outras instituições afins contribuam financeiramente para o desenvolvimento da energia nuclear no mundo.

Segundo Sarkozy, este tipo de energia está a "ser marginalizado pelos grandes grupos financeiros", forçando o recurso a energias mais caras e mais poluentes.

A declaração do chefe de Estado francês foi proferida numa conferência em Paris sobre o nuclear e adopta a tese "carbon free" quer procura associar a energia nuclear às fontes de energia que não têm emissões de carbono, sendo por isso "limpa e segura".

De acordo com a intervenção do presidente francês, as instituições internacionais deveriam financiar os Estados com capacidades nucleares de modo a que estes possam investir no desenvolvimento deste tipo de energia em países que estão dependentes de fontes de energia clássicas poluentes. A França perdeu recentemente para a Coreia do Sul um importante contrato de fornecimento de reactores nucleares aos Emirados Árabes Unidos por uma questão de preço.

Sarkozy sugeriu por isso à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que proceda a uma classificação dos reactores nucleares no mercado segundo critérios de segurança, uma vez que a única classificação que se pratica actualmente se baseia no preço.

A França tem no nuclear a sua maior fonte de energia, em parte devido a contar com monopólios de exploração de urânio no estrangeiro, designadamente no Níger. Funcionam no país 58 reactores nucleares e Paris aposta fortemente na exportação dessa tecnologia beneficiando para tal de financiamentos internacionais.

Israel também aposta

O ministro israelita da indústria sugeriu entretanto que o seu país desenvolva uma central nuclear em cooperação com países árabes vizinhos para resolver problemas de dependência energética. Ao mesmo tempo, o Estado judaico é um dos líderes do movimento mundial que procura impedir o acesso do Irão à energia nuclear.

A proposta integra-se no movimento de aproximação desenvolvido pelo actual governo de Israel em direcção aos países árabes "moderados" de modo a envolvê-los no processo de isolamento do Irão e subalternização da questão palestiniana.

 

 

O presidente francês quer ainda rever a avaliação dos projectos de construção de centrais nucleares:

“Gostaria que um órgão independente sob égide da AIEA estabelecesse em bases ciêntificas e técnicas incontestáveis uma grelha de análise internacional e peço ao senhor director que classifique os reactores à venda no mercado de acordo com o critério de segurança, porque actualmente estes são classificados apenas pelo critério do preço”.

A França possui 58 reactores nucleares e aposta na exportação da sua tecnologia para o mundo inteiro.
Recentemente perdeu um enorme contrato nos Emirados Árabes Unidos a favor da Coreia do Sul, por uma questão de preço.