| Sarkozy quer espalhar o nuclear |
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| Terça, 09 Março 2010 12:01 | |||
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Nicolas Sarcozy pretende que as instituições financeiras internacionais contribuam para disseminar a energia nuclear através do mundo. Na sequência da luz verde dada por Obama ao reinício da construção de centrais nucleares nos Estados Unidos, o presidente francês sugeriu que o Banco Mundial e outras instituições afins contribuam financeiramente para o desenvolvimento da energia nuclear no mundo. Segundo Sarkozy, este tipo de energia está a "ser marginalizado pelos grandes grupos financeiros", forçando o recurso a energias mais caras e mais poluentes. A declaração do chefe de Estado francês foi proferida numa conferência em Paris sobre o nuclear e adopta a tese "carbon free" quer procura associar a energia nuclear às fontes de energia que não têm emissões de carbono, sendo por isso "limpa e segura". De acordo com a intervenção do presidente francês, as instituições internacionais deveriam financiar os Estados com capacidades nucleares de modo a que estes possam investir no desenvolvimento deste tipo de energia em países que estão dependentes de fontes de energia clássicas poluentes. A França perdeu recentemente para a Coreia do Sul um importante contrato de fornecimento de reactores nucleares aos Emirados Árabes Unidos por uma questão de preço. Sarkozy sugeriu por isso à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que proceda a uma classificação dos reactores nucleares no mercado segundo critérios de segurança, uma vez que a única classificação que se pratica actualmente se baseia no preço. A França tem no nuclear a sua maior fonte de energia, em parte devido a contar com monopólios de exploração de urânio no estrangeiro, designadamente no Níger. Funcionam no país 58 reactores nucleares e Paris aposta fortemente na exportação dessa tecnologia beneficiando para tal de financiamentos internacionais. Israel também aposta O ministro israelita da indústria sugeriu entretanto que o seu país desenvolva uma central nuclear em cooperação com países árabes vizinhos para resolver problemas de dependência energética. Ao mesmo tempo, o Estado judaico é um dos líderes do movimento mundial que procura impedir o acesso do Irão à energia nuclear. A proposta integra-se no movimento de aproximação desenvolvido pelo actual governo de Israel em direcção aos países árabes "moderados" de modo a envolvê-los no processo de isolamento do Irão e subalternização da questão palestiniana.
O presidente francês quer ainda rever a avaliação dos projectos de construção de centrais nucleares: “Gostaria que um órgão independente sob égide da AIEA estabelecesse em bases ciêntificas e técnicas incontestáveis uma grelha de análise internacional e peço ao senhor director que classifique os reactores à venda no mercado de acordo com o critério de segurança, porque actualmente estes são classificados apenas pelo critério do preço”. A França possui 58 reactores nucleares e aposta na exportação da sua tecnologia para o mundo inteiro.
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