Facebook
i want change
Copy/Paste

Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


Read more...
Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

Instantâneos
Reflexões

Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Negociar PDF Print
Written by Miguel Portas   

obamanetabbas

A boa vontade do presidente da Autoridade Palestiniana não foi premiada por Netanyau. As conversas começaram em Washington mas estão envenenadas, a desigualdade das forças à mesa é uma realidade, os extremismos progridem dos dois lados. A análise à nova fase do processo de conversações no Médio Oriente feita por Miguel Portas, eurodeputado do GUE/NGL eleito pelo Bloco de Esquerda.

Iniciaram-se no dia 2 novas negociações entre israelitas e palestinianos. É uma boa notícia? Depende de para quem.
Para Obama é uma prenda. Com eleições à porta e resultados medíocres no plano interno e nos teatros de guerra, os democratas precisam de mostrar, senão resultados, pelo menos promessas. Insistentemente, pressionaram Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestiniana, para negociar sem condições e este acabou por ceder. Durante meses, a Autoridade palestiniana condicionara a sua presença à suspensão das acções de colonização. A pretensão não era excessiva. Com efeito, à luz do Direito Internacional os territórios que Israel conquistou em 1967 são palestinianos. O seu povoamento com colonatos – ou seja, com cidades que exploram os meios rurais envolventes e os seus recursos, como a água, e respectivas infraestruturas viárias de ligação – é ilegal. A suspensão seria o sinal de que Telavive aceitava discutir não apenas a sua segurança, mas também a viabilização de um Estado palestiniano.
A boa vontade de Abu Mazen não foi premiada por Netanyau. Bem pelo contrário, o primeiro-ministro israelita anunciou, horas antes do início das negociações, o prosseguimento da colonização...
 
E agora? Agora nada.
Conversas envenenadas estão condenadas. A desigualdade das forças em presença também não ajuda. Um lado fala de cima da burra, das armas e da conivência dos EUA, enquanto o outro se encontra diminuído até na sua legitimidade interna. A decisão de abdicar das condições negociais levou os partidos palestinianos laicos, com excepção da corrente do presidente, a Fatah, a assinarem uma declaração conjunta com o Hamas. Para agravar a situação, o partido islâmico regressou esta semana à luta armada, o que levará a novo endurecimento nas políticas de retaliação israelitas.
As boas notícias não abundam, portanto. O pano de fundo destas negociações sem destino são, de um lado, a ascensão da extrema-direita e dos religiosos em Israel – exigindo restrições à liberdade de manifestação – e, do outro lado, o endurecimento islamita – como a recente proibição de fumar nos cafés imposta às mulheres em Gaza o prova sem margem para dúvidas...
... E no entanto, o mundo move-se. Paradoxalmente, o fim do bloqueio a Gaza nunca esteve tão próximo. Ele será uma realidade no dia em que a União Europeia suspender os seus acordos com Israel passar e boicotar a importação de produtos oriundos dos colonatos. A firmeza, mais do que negociações para os holofotes, daria o sinal correcto a quem resiste com meios pacíficos na Cisjordânia e se manifesta pela paz em Israel. É da força desta convergência e das suas raízes nas respectivas sociedades, que depende a vontade para um acordo justo e duradouro. 

 

+/-
Comentar
Nome:
Email:
 
Sítio web:
Título:
Código UBB:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img] 
 
 
Por favor introduza o código anti correio não solicitado da imagem.
+/- Comentários
Adicionar novo Procurar RSS