| Secreta alemã autorizada a espiar o Die Linke |
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| Written by Redacção de The Week | |||
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Os serviços de espionagem interna da Alemanha, designados como Gabinete de Protecção da Constituição, foram autorizados pelo Tribunal Federal Administrativo a espiar o Partido da Esquerda (Die Linke), organização representada em 13 dos 16 Parlamentos dos Estados Federais do país e no Parlamento Europeu, onde tem oito deputados integrados no grupo da Esquerda Unitária GUE/NGL. Segundo o tribunal, correntes deste partido "têm objectivos anticonstitucionais". O tribunal, com sede em Leipzig, deu este parecer na sequência de uma queixa contra o Gabinete de Protecção da Constituição apresentada pelo deputado Bodo Ramelow, presidente do Die Linke na Turíngia, que havia ganho o processo nas duas instâncias anteriores. Ramelow qualificou a decisão como "um escândalo" e anunciou que o partido recorrerá para o Tribunal Constitrucional e para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. A queixa foi apresentada pelo Die Linke porque entre 2005 e 2009 os serviços de espionagem interna espiaram pelo menos 53 deputados do partido ou de organizações das quais este resultou. "Compreenderão que estou profundamente decepcionado ao verificar que seis anos de recursos se decidem de uma só vez e com razões que não compreendo", acrescentou Ramelow. A sentença baseia-se no suposto "extremismo" do partido e nos seus alegados intuitos de "restaurar o comunismo" na Alemanha. "Agora", sublinhou, "qualquer pessoa com funções de responsabilidade neste partido pode ser espiada; esta sentença não pode ficar assim". Na sequência da espionagem exercida sobre deputados do partido, o Die Linke interpôs acções contra o Gabinete de Protecção da Constituição alegando a realização de acções de "viigilância arbitrária". A posição do Partido da Esquerda ganhou em primeira instância e na Relação mas em ambas as situações o governo federal interpôs recursos para as instâncias superiores, acabando por ganhar no Supremo. O Die Linke foi fundado em 2007 na sequência de uma fusão entre o Partido do Socialismo Democrático, resultante das transformações políticas registadas no fim da antiga República Democrática Alemã, e uma cisão do Partido Social Democrata (SPD). O Die Linke teve 12,2 por cento e elegeu 76 deputados nas últimas eleições gerais, em 2009. Conquistara pouco antes, em Junho, oito lugares no Parlamento Europeu. Personalidades alemãs de vários quadrantes, entre elas sindicalistas, dirigentes dos Verdes e do SPD, artistas e intelectuais subscreveram entretanto um abaixo-assinado protestando contra a decisão do Supremo Tribunal Administrativo de Leipzig.
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