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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

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Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Berlusconi expulsou o seu principal aliado PDF Print
Written by Redacção de The Week   

Guerra contra Fini pode romper a maioria de direita e provocar eleições antecipadas

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A maioria governamental italiana entrou em crise na sequência do confronto institucional entre os dois principais pólos: o primeiro ministro Silvio Berlusconi e o presidente da Câmara de Deputados, Gianfranco Fini. A ameaça de cisão no partido Povo da Liberdade faz com que se fale na possibilidade de eleições antecipadas, uma vez que o chefe do governo decuidiu expulsar o seu aliado.

A crise iniciou-se quando Fini recusou a exigência de Berlusconi para se demitir da chefia do Parlamento por fazer duras críticas ao projecto de lei governamental que proíbe a publicação de escutas telefónicas. "Não me demito porque o presidente da Câmara de Deputados deve garantir o respeito pelas regras e conduzir imparcialmente o funcionamento do Parlamento e não garantir a maioria que o nomeou", alegou Gianfranco Fini. Perante esta atitude Berlusconi anunciou a expulsão de Fini do partido Povo da Liberdade. Este contra-atacou admitindo a possibilidade de criar um novo partido, situação que pode por em causa a maioria parlamentar da direita - intenção declarada por Fini.

Embora a ala de Silvio Berlusconi seja maioritária, Gianfranco Fini tem o apoio declarado de pelo menos 35 deputados e 15 senadores.

As tensões entre os dois políticos tinham subido nos últimos tempos devido a considerações feitas por Fini sobre o facto de, em seu entender, Berlusconi não estar a conseguir combater a Mafia, duvidando até das suas "reais intenções" para o fazer.

Giranfranco Fini era, juntamente com o chefe da Liga Lombarda, Umberto Bossi, um dos vértices da maioria governamental de direita formada em torno de Silvio Berlusconi e do partido Povo da Liberdade. Fini é um veterano da política italiana, onde se iniciou como dirigente do partido neofascista Força Nacional, tornando-se depois um dos fundadores do Povo da Liberdade onde, pelo seu pragmatismo e pela cultura institucional que demonstrou no desempenho de vários cargos políticos, chegou a ultrapassar Berlusconi "pela esquerda". 

 

 

 

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