| O nostálgico Dia Nacional da Bélgica |
|
|
| Written by Helena de Carvalho | |||
|
Helena de Carvalho A Bélgica, país que assegura a presidência semestral da União Europeia, celebrou o seu Dia Nacional com pompa, nostalgia, uma parada militar com dimensão europeia e... sem governo. O "cimento" nacional de um país em desagregação foram o rei, bandeiras patrocinadas pela rádio "Nostalgie" e a tropa. Nostalgia era a palavra escrita nas bandeiras belgas que passavam de mãos em mãos durante as celebrações do feriado nacional da Bélgica que foi comemorado quinta-feira na capital do país com a presença da família real e de milhares de cidadãos, imóveis atrás das grades que os separavamdo cortejo, do rei e daqueles que tinham estatuto para ter direito a um lugar sentado. Se, por acaso, não soubéssemos que “Nostalgie” é o nome de uma rádio belga que fazia auto-promoção durante a procissão militar, poderíamos até pensar de que o país tinha sido finalmente dividido e que flamengos e valões tinham posto fim, através do divórcio, a uma discussão quase tão velha quanto o próprio país. Mas quem decidisse prestar atenção ao cortejo durante alguns instantes facilmente compreenderia que a divisão nunca poderia acontecido porque o sentimento nacionalista estava em cada cabeça que por ali passava, Mas o desfile estava longe de acabar. Após a pomposa marcha das delegações das 27 tropas dos Estados membros da UE, chegava o momento de aplaudir as tropas que estão destacadas no Kosovo, no Líbano e no Afeganistão. E ainda é difícil explicar a ascensão de partidos nacionalistas nas últimas eleições?
|









