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Primeiro ministro de Portugal, 06/02/2012

Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas
Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Reflexões

Relatório da Liga Árabe sobre a Síria

O chefe da delegação da Liga Árabe que se deslocou aos principais focos da guerra civil na Síria elaborou um relatório que está a ser silenciado pela presidência da organização, assumida pelo Qatar. A delegação foi constituída por representantes de todos os países membros e do relatório apenas se dissociaram os enviados da Arábia Saudita, um dos países com menos legitimidade para se pronunciar sobre comportamentos ditatoriais. Versão inglesa; versão francesa.

PE toma iniciativa para minorar efeitos dos despedimentos colectivos PDF Print
Written by Nelson Peralta   

Espera pelo apoio da UE pode ser encurtada meio ano

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Gravura de Dorcosta 

O relatório de Miguel Portas que pode permitir reduzir entre cinco a seis meses o tempo de espera pelo apoio da União Europeia às vítimas dos despedimentos colectivos foi adoptado quarta-feira pela Comissão de Orçamento do Parlamento Europeu. O documento sobre o Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEAG), e que deixa em aberto a possibilidade de transformação deste num fundo estrutural a partir de 2013, foi aprovado por 30 votos contra 9 e uma abstenção. Os opositores foram os eurodeputados conservadores, liberais e de extrema-direita. Miguel Portas considera que o relatório foi assumido pela comissão sem ser desfigurado em relação à sua versão original, que se orienta pelo objectivo de reduzir significamente o período para disponibilização do apoio aos  trabalhadores atingidos por despedimentos colectivos, actualmente entre 12 a 18 meses.

O eurodeputado do Bloco de Esquerda começou por referir nessa intervenção o esforço de convergência de opiniões diferentes que resultou nos compromissos que melhoram a proposta, nomeadamente no que diz respeito à rapidez de resposta da UE aos casos de despedimento colectivo, que poderá ser reduzida em cinco a seis meses.

Os compromissos estabelecem ainda a carteira de encargos que a Comissão tem para avaliar o funcionamento do Fundo e propôr alterações ao regulamento no próximo ano. Miguel Portas realçou ainda as duas matérias onde as opiniões se dividem: “Aumentar para 75 por cento o financiamento europeu às candidatura que se realizam nas regiões mais pobres da União”, já que actualmente apenas cinco por cento dos financiamentos se lhes destinam. O outro ponto, mais complexo, diz respeito ao futuro do fundo. O parlamentar do GUE/NGL não acredita que os governos tenham condições políticas para acabar com este Fundo após 2013. Assim, a questão que se levanta é se o FEAG vai assentar numa fórmula extra-orçamental ou se, pelo contrário, deve passar a ser um fundo permanente dotado de recursos garantidos e aplicação em tempo útil. “Deve ser o Parlamento a definir esta resposta sem não esperar para confirmar a que a Comissão acabará por dar”, defendeu.

Alexander Alvaro, do grupo dos liberais, e G. Boukros, pelos conservadores, expuseram a oposição de direita ao relatório. Os conservadores foram claros - são contra a existência do próprio fundo. Já os liberais se mostraram contrários à extensão do apoio para 75 por cento em nome de não "se premiarem erros de gestão, desculpabilizando-os com a globalização". “Na Europa vejo muitos erros de mercado de trabalho, de excessos de custos no trabalho, que levam a situações de despedimentos", referiu Alexander Álvaro, um eurodeputado alemão de origem portuguesa.

Barbara Matera, pelo Partido Popular Europeu também se manifestou contra o aumento para os 75 por cento, mas referiu que apesar de a orientação do seu grupo ser contra a transformação do fundo num instrumento permanente, vários dos eurodeputados desta família política consideram que ele deve existir para além de 2013.

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