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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

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Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

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Reflexões

Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Temas muito quentes no plenário de Estrasburgo PDF Print
Written by Redacção de The Week   

SWIFT "o monstro que renasce das cinzas", Rui Tavares 

"Inacção política absurda" perante a crise, Lothar Bisky

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 Gravura de EmonXie

O início da presidência semestral belga da União Europeia, novamente o acordo SWIFT sobre cedência em bloco de dados de cidadãos europeus aos Estados Unidos da América, o arrastado problema dos "novos alimentos" e questões relacionadas com as emissões industriais estarão no centro dos debates da sessão plenária do Parlamento Europeu que se inicia na segunda-feira, 5 de Julho, em Estrasburgo e que será a última antes das férias parlamentares de Verão. Eurodeputados do grupo GUE/NGL promovem terça-feira uma conferência de imprensa sobre as posições da Esquerda Unitária em relação a estes temas.

Lothar Bisky, o eurodeputado alemão que preside ao GUE/NGL antecipa o debate de quarta-feira afirmando que a presidência belga se inicia "na fase mais intensa das crise económica, financeira e cultural da União Europeia", sem que a recente reunião do Grupo dos 20 (G-20) tenha dado andamento a medidas que são consideradas essenciais por exemplo sobre taxação das transacções financeiras e medidas de regulamentação da banca. Esta situação, acrescentou Bisky, reflecte "uma inacção política absurda".

O eurodeputado Rui Tavares, eleito como independente nas listas do Bloco de Esquerda, voltará a estar no centro dos debates sobre o acordo SWIFT, terceira tentativa do Conselho e dos grandes grupos políticos do Parlamento para o fazer passar e abrir caminho ao envio de dados de cidadãos europeus para instituições dos Estados Unidos da América. "Temos a impressão de estar num filme de terror porque quando pensamos que já nos livrámos do monstro ele renasce das cinzas", declarou Rui Tavares a propósito do debate a travar quarta-feira. "O Parlamento Europeu é indigno deste processo" e esta iniciativa é "inaceitável" depois de já ter sido rejeitada por duas vezes, acrescentou o eurodeputado.

O problema dos "novos alimentos", terminologia aplicada a produtos alimentares resultantes de novas práticas científicas, é outro tema que se vem arrastando e que volta a debate em plenário na quarta-feira. Tudo porque a Comissão Europeia se recusa a aceitar posições já assumidas pelo Parlamento e pretende que a carne de animais clonados seja considerada um "novo alimento". Kartika Liotard, eurodeputada do GUE/NGL, recorda que a maioria política parlamentar tem acompanhado as suas posições, que rejeitam a adopção da carne de clones como "novo alimento" porque a sua produção representa, designadamente, riscos para a saúde pública. "A clonagem de animais implica enormes sofrimentos para as mães de substituição, os riscos de malformações são grandes e mais de metade dos clones morrem prematuramente devido a malformações e doenças", explica Kartika Liotard ilustrando as ameaças para a saúde pública que representam as insistências da Comissão desde 2006.

O eurodeputado João Ferreira, membro do GUE/NGL eleito nas listas do PCP, considera que as directivas sobre a redução de emissões industriais em discussão são "uma nova etapa para a melhoria do ambiente e da saúde pública". Acrescentou que "é importante garantir o reconhecimento das especificações de adaptação caso a caso porque o estabelecimento de um quadro normativo que permita às empresas melhorar a tecnologia favorece a eficácia ambiental sem ter um impacto significativo na produção nacional".

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