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Primeiro ministro de Portugal, 06/02/2012

Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas
Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

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Relatório da Liga Árabe sobre a Síria

O chefe da delegação da Liga Árabe que se deslocou aos principais focos da guerra civil na Síria elaborou um relatório que está a ser silenciado pela presidência da organização, assumida pelo Qatar. A delegação foi constituída por representantes de todos os países membros e do relatório apenas se dissociaram os enviados da Arábia Saudita, um dos países com menos legitimidade para se pronunciar sobre comportamentos ditatoriais. Versão inglesa; versão francesa.

"Idade das trevas social" abate-se sobre a Grécia PDF Print
Written by Helena de Carvalho   

Um novo PEC arrasa o sector do trabalho grego por imposição do FMI e de Bruxelas, sem passar pelo Parlamento de Atenas

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O governo grego agravou de novo as medidas de austeridade contra a população na sequência da última reunião com o FMI e as instituições europeias. Ataques à contratação colectiva e o corte para metade do subsídio de lay-off estão entre as decisões, denuncia a coligação Syriza, integrada na Esquerda Unitária, GUE/NGL, no Parlamento Europeu. Sobre a Grécia abate-se uma nova "idade das trevas social", acrescenta a mesma organização.

Todas as medidas tomadas após a reunião de 17 de Junho entre a troika de acompanhamento - FMI, Comissão Europeia e Conselho Europeu - e o ministro grego das Finanças vão ser postas em prática sem qualquer discussão ou votação no Parlamento, informam as organizações da equerda grega. Trata-se, segundo as autoridades de Atenas, de um "processo extraordinário".

Entra as novas medidas contra o trabalho destacam-se o corte para metade do subsídio de lay-off, novas facilidades para declaração de lay-off mensal - um incremento de cinco por cento para as empresas com mais de 150 trabalhadores - o estabelecimento de salários inferiores ao salário mínimo para o primeiro emprego, a eliminação da arbitragem legal nos processos de acordos colectivos, a redução dos subsídios de trabalho extraordinário e a liberalização dos acordos sectoriais sobrepondo-se aos acordos colectivos.

No caso dos primeiros salários, as entidades patronais podem aplicar 70 por cento do salário mínimo para as idades entre os 15 e os 17 anos; 80 por cento do salário mínimo entre os 18 e os 21; 85 por cento do salário mínimo para idades superiores a 25 anos.

Segundo a troika, estas medidas terão como efeito "reforçar as instituições do mercado de trabalho". "Estas medidas", denuncia a coligação Syriza, "representam mais um passo cruel contra os interesses não apenas da vasta maioria do povo grego mas de todos os trabalhadores europeus, os desempregados e especialmente os jovens". Segundo os comentários da esquerda grega, "o que actualmente acontece na Grécia, Portugal e Espanha acontecerá eventualmente em todos os países europeus se não juntarmos forças e dermos respostas decisivas aos governos e instituições que recorrem a estas políticas ultra-liberais".

Trata-se, sublinha ainda a coligação Syriza, da tentativa de criar uma nova "idade das trevas social", que só pode ser combatida através da "mobilização dos actores sociais pelo emprego estável, pensões e salários decentes e serviços públicos garantidos".

 

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