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i want change
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Primeiro ministro de Portugal, 06/02/2012

Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas
Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

Instantâneos
Reflexões

Relatório da Liga Árabe sobre a Síria

O chefe da delegação da Liga Árabe que se deslocou aos principais focos da guerra civil na Síria elaborou um relatório que está a ser silenciado pela presidência da organização, assumida pelo Qatar. A delegação foi constituída por representantes de todos os países membros e do relatório apenas se dissociaram os enviados da Arábia Saudita, um dos países com menos legitimidade para se pronunciar sobre comportamentos ditatoriais. Versão inglesa; versão francesa.

Grande oportunidade perdida PDF Print
Written by Marisa Matias   

Grande oportunidade perdida

A cimeira de Copenhaga terminou com um fracasso, diga-se o que se disser. “Perdemos uma grande oportunidade”, concluiu a eurodeputada Marisa Matias, membro da delegação do Parlamento Europeu, na hora de deixar a capital dinamarquesa.

O acordo não vinculativo saído da Cimeira de Copenhaga, por muito que seja apresentado como um resultado positivo pelos países desenvolvidos e alguns países emergentes, tem muito pouco nível de compromisso. Perdemos mais uma grande oportunidade de combater frontalmente as alterações climáticas nocivas para todo o planeta.


Estamos perante um acordo pobre e nada clarificado. O financiamento ficou aquém do desejado e necessário e não houve durante as negociações a capacidade para estabelecer metas a aplicar por todos. As que vierem a ser aplicadas serão decididas individualmente e aplicadas sem estratégia organizada pelos países desenvolvidos, solução insuficiente e que contradiz frontalmente os objectivos iniciais da conferência.

Ficámos, de facto, a uma grande distância do que é necessário para ser eficaz na luta contra as alterações climáticas. Como o tempo continua a passar e os problemas ambientais não são combatidos de uma forma organizada e global, a degradação tende a acelerar-se em todo o planeta. Como é que os chefes de Estado presentes e também os que enviaram representantes podem justificar este resultado? As grandes questões ficaram de fora.

A União Europeia também não assumiu as suas responsabilidades. Como em tantas outras situações mundiais, assumiu uma posição de mera observadora do processo. E quando interveio fê-lo de maneira pouco clara e sem conseguir definir e apresentar uma estratégia global.

Não é exagero dizer que tudo ficou adiado pelo menos por mais um ano, até à cimeira do México, marcada para Dezembro de 2010. É certo que falta clarificar os acordos em anexo, designadamente o que terá de ficar fechado até final de Janeiro próximo. Independentemente disso, o principal resultado da conferência de Copenhaga não é nada animador: os países pobres serão os que continuarão a pagar mais quanto aos efeitos das alterações climáticas.

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