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Tuesday, 20 July 2010 18:03 |
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O presidente do Afeganistão, Ahmid Karzai, anunciou terça-feira perante a conferência mundial de doadores que o seu governo tenciona ficar responsável pela segurança do país a partir de 2014. Hillary Clinton, secretária de Estado norte-americana, comentou que esta decisão não significa que as tropas dos Estados Unidos deixem completamente o país a partir dessa data, mantendo dispositivos militares em regime de supervisão e acompanhamento. Prevê-se também que no próximo ano um apreciável contingente de tropas estrangeiras abandone o país.
Estes movimentos e declarações causaram estranheza em numerosas delegações de países doadores tendo em conta que o ano em curso é, desde o início da invasão, em 2001, o que regista maior número de baixas entre as tropas estrangeiras, que não conseguem controlar a totalidade do território afegão e são vulneráveis até nas imediações de Cabul. Os resultados das ofensivas nos feudos talibãs ficaram além dos objectivos proclamados - o que obrigou à recente mudança do comando morte-americano - pelo que, segundo membros das delegações presentes na conferência, as declarações proferidas podem ter efeito contrário ao pretendido. Por um lado traduzem a possibilidade de a NATO deixar o Afeganistão sem ter ganho a guerra; por outro, levantam receios em relação ao futuro do país porque dificilmente o renovado exército afegão poderá conseguir o que os poderosos e bem equipados contingentes militares estrangeiros não alcançaram.
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