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Documento do regime Merkel, Janeiro de 2012

Dado o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar deslocar a soberania orçamental para o nível europeu durante algum tempo

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Parlamento da Polónia, Janeiro de 2012

piratasinformaticos01

Protesto de deputados contra o tratado ACTA e a censura na internet

Instantâneos
Reflexões

Um olhar lúcido sobre a Síria

Bashar Assad, presidente sírio, proferiu o seu primeiro discurso em seis meses, prometeu um referendo constitucional em Março e eleições em seis meses. O que mudou? Para já nada. A ditadura está sem saída e as oposições giram na vertigem das conspirações externas e manipulações religiosas. Robert Fisk, jornalista que conhece e observa o Médio Oriente sem preconceitos, deixa-nos neste artigo publicado no Guardian o resultado de um olhar lúcido sobre a Síria.

Ficções e cidades PDF Print
Monday, 05 July 2010 12:39

helenlevitt01

Belas imagens de Brooklyn captadas por Helen Levitt estão expostas em Madrid no âmbito da PhotoEspaña2010 até 25 de Julho. São fotos que partem do banal do dia-a-dia para o metafórico social. A sugestão de Tiago Ivo Cruz.

Andar e descobrir uma cidade perdido entre ruas e lugares sem nome é dar corpo a novas ideias, construir novas referências, procurar, procurar e procurar... é mais parecido com escrever do que ler um livro, obriga a estruturar pensamento. Numa cidade que ainda não conhecemos, uma cidade nova, a curiosidade é inevitável. Esforçamo-nos por encaixar as esquinas os passeios e as pessoas nas nossas memórias, por várias e muitas razões particulares que no seu conjunto transformam-nos. Descobrir que se faz a sesta no Prado, parque central de Madrid, sob a relva, abre a possibilidade de em Lisboa, onde o espaço público ainda é lugar de respeitinhos em vez de liberdade, ocupar os relvados do Jardim da Estrela. Afinal de contas a relva é para ser pisada. Descobrir como pessoas que não se conhecem juntam-se em grupos para cantar, tocar e dançar ao fim do dia sem nenhuma razão em especial à entrada de um túnel do metro de Pequim (como mostra Sérgio Cruz na curta Outsiders, 2008), é libertador. Um túnel debaixo de uma auto-estrada, apesar de tudo, não precisa de se resumir a si próprio.

Mas há mais. Se assumimos que no mundo contemporâneo adquirimos a capacidade e a vontade de conhecer e entender os apanhadores de guano das ilhas do Perú através das fotografias de Tomás Munita, somos obrigados a admitir que qualquer objecto cultural contemporâneo é intrinsecamente global.

Se reconhecemos os cem anos de solidão nas fotografias de desconhecidos de uma aldeia do Chile de Morfi Jiménez Mercado devemos reconhecer o processo global de transmissão estética de ideias entre autores, seja ela directa ou indirecta.

São processos de apropriação simbólica que definem o que é bom, o que é mau e o que é verdade como representação da sociedade.

Deixo a sugestão de visitar 120 imagens de Helen Levitt expostas em Madrid no âmbito do PhotoEspaña2010 até dia 25 de Julho. São imagens de particularidades de uma cidade, Brooklyn, feitas entre 1936 e os anos noventa, que partem do banal do dia a dia para o metafórico social.

[Tomás Munita, Resilience]

[Tomás Munita, Resilience]

 

 

[Morfi Jiménez Mercado]

[Morfi Jiménez Mercado]

 

 

Tiago Ivo Cruz