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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Fundos estruturais: em que ficamos?
Thursday, 16 February 2012 16:17

Marisa Matias desafiou a Comissão Europeia a definir-se sobre fundos estruturais porque enquanto promete reprogramá-los para apoiar PME's e criar emprego ameaça congelá-los aos países que não cumprirem metas de défices e dívida.

“Não é preciso ser-se um génio”, disse a eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda em sessão parlamentar plenária, “para se perceber que ou vinga a promessa ou vinga o castigo: as duas coisas ao mesmo tempo é que não dá”.

Daí a pergunta directa que, na sessão a decorrer em Estrasburgo, Marisa Matias dirigiu ao comissário presente. Tendo em conta a promessa de reprogramar os fundos estruturais para apoiar PME’s e criar emprego decidiu a Comissão manter a suspensão aos países incumpridores “ou foi congelada, foi anulada? A Grécia, Portugal, Irlanda, outros países podem ainda recorrer aos fundos a que têm direito se não cumprirem os objectivos impostos pela Comissão?”

Como remate da intervenção, um apelo de Marisa Matias: “Responda por favor, senhor comissário, porque em Portugal estamos muito cansados de promessas”.