| Eurodeputados em Gaza contra o bloqueio |
| Tuesday, 29 November 2011 12:11 | |||
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Dois eurodeputados em Gaza dentro da maior delegação internacional que visitou o território bloqueado Marisa Matias e Paul Murphy levaram solidariedade e recolheram informação no âmbito do grande movimento mundial pela quebra do cerco. Marisa Matias e Paul Murphy, dois eurodeputados da Esquerda Unitária (GUE/NGL) em visita a Gaza na maior delegação internacional de sempre contra o bloqueio, fazem o resumo dos primeiros dois dias de presença no território palestiniano e salientam a necessidade de mais informação e solidariedade porque “o principal continua por fazer”: quebrar o cerco Paul Murphy deputado do PS irlandês que esteve recentemente preso durante uma semana numa cadeia israelita depois do assalto da marinha de Israel à flotilha “Ondas da Liberdade”, salientou as potencialidades que, apesar das dificuldades, o território tem designadamente aos níveis turístico e das pescas, principalmente porque a indústria foi arrasada pela ocupação e os ataques israelitas. “Viemos para expressar a nossa solidariedade com Gaza, com os palestinianos e para apelar ao fim do terrível bloqueio”, diz Murphy. “Estamos aqui na zona do porto de pesca com uma vista agradável que contrasta” com a situação degradante que é a realidade do território e dos campos de refugiados, acrescentou. Marisa Matias, eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda, explica que a delegação está a realizar encontros com diversas organizações da sociedade civil palestiniana durante as quais tem recebido informação que pode ser muito útil nas campanhas internacionais contra o bloqueio. “Trazer solidariedade é importante mas também é muito importante a informação que aqui recolhemos” e que pode ser útil nas actividades para quebrar o cerco. Em relação à sua última presença no território, Marisa Matias notou que há mais construção, embora Israel continue a bloquear a entrada de materiais, pelo que tudo é muito lento sobretudo tendo em conta o grau de destruição continuamente provocada por Israel. “A solidariedade é muito importante”, diz Marisa Matias, “mas o principal está por resolver: o fim do cerco”.
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