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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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O "inferno social" na Grécia

A Coligação de Esquerda Syriza adquiriu em 6 de Maio, nas eleições gregas, um protagonismo europeu à medida da intensa actividade de luta e mobilização contra a austeridade que há anos desenvolve na Grécia. Atingida por uma campanha de desinformação e manipulação devido à expressão política que conseguiu dar à revolta dos gregos contra a autocracia fundamentalista neoliberal europeia, Syriza tem um programa, um projecto, representa uma alternativa ao "inferno social". Alexis Tsipras, presidente do grupo parlamentar da Syriza expõe essa realidade numa entrevista ao Guardian com versão em português em www.esquerda.net

Berlusconi expulsou o seu principal aliado PDF Print
Written by Redacção de The Week   

Guerra contra Fini pode romper a maioria de direita e provocar eleições antecipadas

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A maioria governamental italiana entrou em crise na sequência do confronto institucional entre os dois principais pólos: o primeiro ministro Silvio Berlusconi e o presidente da Câmara de Deputados, Gianfranco Fini. A ameaça de cisão no partido Povo da Liberdade faz com que se fale na possibilidade de eleições antecipadas, uma vez que o chefe do governo decuidiu expulsar o seu aliado.

A crise iniciou-se quando Fini recusou a exigência de Berlusconi para se demitir da chefia do Parlamento por fazer duras críticas ao projecto de lei governamental que proíbe a publicação de escutas telefónicas. "Não me demito porque o presidente da Câmara de Deputados deve garantir o respeito pelas regras e conduzir imparcialmente o funcionamento do Parlamento e não garantir a maioria que o nomeou", alegou Gianfranco Fini. Perante esta atitude Berlusconi anunciou a expulsão de Fini do partido Povo da Liberdade. Este contra-atacou admitindo a possibilidade de criar um novo partido, situação que pode por em causa a maioria parlamentar da direita - intenção declarada por Fini.

Embora a ala de Silvio Berlusconi seja maioritária, Gianfranco Fini tem o apoio declarado de pelo menos 35 deputados e 15 senadores.

As tensões entre os dois políticos tinham subido nos últimos tempos devido a considerações feitas por Fini sobre o facto de, em seu entender, Berlusconi não estar a conseguir combater a Mafia, duvidando até das suas "reais intenções" para o fazer.

Giranfranco Fini era, juntamente com o chefe da Liga Lombarda, Umberto Bossi, um dos vértices da maioria governamental de direita formada em torno de Silvio Berlusconi e do partido Povo da Liberdade. Fini é um veterano da política italiana, onde se iniciou como dirigente do partido neofascista Força Nacional, tornando-se depois um dos fundadores do Povo da Liberdade onde, pelo seu pragmatismo e pela cultura institucional que demonstrou no desempenho de vários cargos políticos, chegou a ultrapassar Berlusconi "pela esquerda". 

 

 

 

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