| Merkel sofre derrotas importantes |
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| Written by Redacção de The Week | |||
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Papandreou e Merkel: a questão grega causa problemas à chanceler alemã
Os democratas cristãos de Angela Merkel coleccionaram derrotas nas eleições regionais no Estado da Renânia do Norte-Westfália: perderam o governo da região, a maioria no Parlamento regional e, sobretudo, a maioria na Câmara Alta do Parlamento de Berlim, o Bundesrat, situação que fragiliza o governo central. Os resultados não foram uma simples advertência à senhora Merkel. Sem a maioria na Câmara Alta, o governo sentirá mais dificuldades para impor a sua política em questões polémicas como, por exemplo, a economia. As eleições no mais populoso Estado alemão, a Renânia do Norte – Westfália, eram encaradas como um teste ao governo central de coligação entre os democratas cristãos e os liberais, chefiado pela senhora Merkel. O governo não passou na prova: a CDU obteve 34,6 por cento dos votos e os liberais não foram além de 6,7 por cento. Os sociais democratas do SPD obtiveram percentagem idêntica à da CDU e o mesmo número de deputados, 67, podendo formar governo com os seus aliados Verdes, a terceira força com 12,5 por cento. “O SPD está de volta”, comentou a dirigente deste partido, Hannelore Kraft, numa referência ao facto de os sociais democratas terem governado a Renânia do Norte – Westfália durante 40 anos consecutivos, interrompidos nas anteriores eleições, em 2005. Além de uma importante derrota em termos de política geral, o governo da chanceler Angela Merkel perdeu a maioria na Câmara Alta do Parlamento, Bundesrat, situação que torna ainda mais difícil a aprovação de medidas fiscais e outras relacionadas com o plano económico aprovado já depois das eleições federais de Novembro. A oposição discorda de grande parte das opções tomadas neste âmbito. A campanha na Renânia do Norte-Westfália foi dominada pelo agravamento de problemas regionais como o desemprego e o descontentamento com a crise económica. Mais de 20 por cento dos eleitores tinham declarado, em sondagens anteriores às eleições, que o desacordo com a participação alemã com 22 mil milhões de euros no plano de resgate da dívida grega iria pesar na sua escolha nas urnas. Esse facto terá determinado a posição do SPD de se abster em relação ao plano de apoio à Grécia na sexta-feira, dois dias antes das eleições, pretendendo tirar dividendos regionais desse facto. O SPD e os Verdes somaram 47 por cento, contra 40 por cento dos democratas cristãos e liberais, podendo formar governo na região e passar a usufruir de maioria no Bundesrat.
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