| Bloqueio à ajuda alimentar "é uma vergonha" |
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| Written by The Week, 18/02/2012 | |||
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O grupo comandado pela Alemanha que bloqueia o programa de ajuda alimentar aos mais desfavorecidos na Europa mantém a sua posição. “É uma vergonha”, declarou Younus Omarjee, do GUE/NGL, em Estrasburgo. Trata-se de liquidar o programa em 2014 sob o pretexto de que ninguém garante o seu futuro, sublinhou o eurodeputado francês da Esquerda Unitária. O programa, que existe de 1987 e funciona no âmbito da Política Agrícola Comum e com uma vertente de contribuição dos cidadãos através de bancos alimentares, sofreu cortes drásticos de 77 por cento – de 500 milhões para 113 milhões de euros – impostos pela Comissão Europeia e está ameaçado de extinção a partir de 2014 devido à posição de um grupo de seis países alinhados em torno da Alemanha. “É uma vergonha que uma minoria de bloqueio se tenha formado em torno da Alemanha para impedir que se dê de comer aos que têm fome”, disse Omarjee durante a sessão plenária do Parlamento Europeu. “Uma vergonha reveladora daquilo em que se transformou a União Europeia, que sacrifica a solidariedade no altar das lógicas ultraliberais e burocráticas”. O programa tem sofrido cortes e está ameaçado de extinção precisamente numa altura em que o número de pobres na Europa cresce vertiginosamente. “É a aniquilação dos mais fracos”, acusou Younous Omarjee. “Quando se trata de encontrar milhares de milhões para os bancos contorna-se o direito; pelo contrário, quando se trata de proporcionar a ajuda mais elementar aos mais fracos invocam-se argumentos jurídicos”, acrescentou. A eurodeputada portuguesa Inês Zuber, do GUE/NGL eleita pelo PCP, sublinhou que num contexto de crise, de salários baixos, desemprego em crescimento e restrição dos benefícios sociais “é vital continuar com este programa de ajuda alimentar de modo a que as pessoas que dele dependem não caiam na pobreza alimentar”. O Eurostat apurou que existem já 40 milhões de pessoas na Europa abaixo do limiar de pobreza.
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