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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

Bloqueio à ajuda alimentar "é uma vergonha" PDF Print
Written by The Week, 18/02/2012   

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O grupo comandado pela Alemanha que bloqueia o programa de ajuda alimentar aos mais desfavorecidos na Europa mantém a sua posição. “É uma vergonha”, declarou Younus Omarjee, do GUE/NGL, em Estrasburgo.

Trata-se de liquidar o programa em 2014 sob o pretexto de que ninguém garante o seu futuro, sublinhou o eurodeputado francês da Esquerda Unitária. O programa, que existe de 1987 e funciona no âmbito da Política Agrícola Comum e com uma vertente de contribuição dos cidadãos através de bancos alimentares, sofreu cortes drásticos de 77 por cento – de 500 milhões para 113 milhões de euros – impostos pela Comissão Europeia e está ameaçado de extinção a partir de 2014 devido à posição de um grupo de seis países alinhados em torno da Alemanha.

“É uma vergonha que uma minoria de bloqueio se tenha formado em torno da Alemanha para impedir que se dê de comer aos que têm fome”, disse Omarjee durante a sessão plenária do Parlamento Europeu. “Uma vergonha reveladora daquilo em que se transformou a União Europeia, que sacrifica a solidariedade no altar das lógicas ultraliberais e burocráticas”.

O programa tem sofrido cortes e está ameaçado de extinção precisamente numa altura em que o número de pobres na Europa cresce vertiginosamente. “É a aniquilação dos mais fracos”, acusou Younous Omarjee. “Quando se trata de encontrar milhares de milhões para os bancos contorna-se o direito; pelo contrário, quando se trata de proporcionar a ajuda mais elementar aos mais fracos invocam-se argumentos jurídicos”, acrescentou.

A eurodeputada portuguesa Inês Zuber, do GUE/NGL eleita pelo PCP, sublinhou que num contexto de crise, de salários baixos, desemprego em crescimento e restrição dos benefícios sociais “é vital continuar com este programa de ajuda alimentar de modo a que as pessoas que dele dependem não caiam na pobreza alimentar”.

O Eurostat apurou que existem já 40 milhões de pessoas na Europa abaixo do limiar de pobreza.

 

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