| Neofascistas holandeses apelam à delacção online de imigrantes |
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| Written by The Week, 18/02/2012 | |||
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Geert Wilders, o fuhrer do PVV O partido neofascista holandês PVV criou um site incitando os cidadãos a denunciarem os imigrantes com os quais consideram ter problemas. O primeiro ministro, Mark Rutte, recusa-se a comentar o facto. "Já recebemos mais de 32 mil relatórios", gaba-se o fuhrer da organização. “Tem problemas com gente da Europa Central ou de Leste? Perdeu o emprego para um polaco, um búlgaro, um romeno ou qualquer outro europeu do Leste? Nós queremos saber”, incita-se no website. Mark Rutte, primeiro ministro à frente de uma coligação dita de “centro direita” que conta com o apoio parlamentar do PVV (Partido da Liberdade), limita-se a declarar sobre o facto que não lhe compete “tomar posição sobre iniciativas individuais de partidos políticos”. A comissária europeia da Justiça, Viviane Reding, pronunciou-se contra a publicação do site considerando que é “absolutamente contrário aos princípios da Europa”, segundo citação do jornal holandês Volkskrant. “Na Europa”, acrescentou Reding, “apoiamos a liberdade, apoiamos um continente aberto onde os cidadãos possam circular, trabalhar e estudar onde desejem; resolvemos os nossos problemas mostrando mais solidariedade, não contando histórias aos nossos concidadãos”. Geert Wilders, chefe e fundador do partido neofascista, respondeu à comissária dizendo que “a Europa pode ficar superpovoada” e, por isso, “o nosso site é um êxito”, “já recebemos mais de 32 mil relatórios”. A Comissão Europeia deveria ter tomado posição oficial na segunda-feira mas, até ao momento, ainda não o fez. O PVV, embora não tenha nenhum ministro, apoia o governo e a ajuda-o a manter a sua precária maioria no Parlamento graças aos 24 deputados – o terceiro grupo parlamentar da câmara. O primeiro ministro alega, em relação à xenofobia, que tem acordos económicos e laborais com o PVV mas não em termos de assuntos europeus. De acordo com as recentes sondagens, o partido mais votado seria agora o Partido Socialista, membro da Esquerda Unitária (GUE/NGL) no Parlamento Europeu. Os neofascistas cairiam para 14 por cento dos cerca de 20 por cento que tiveram na última consulta, em 2010.
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