| Ou a favor do povo sírio ou a favor da guerra... |
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| Written by The Week, 18/02/2012 | |||
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Os partidos signatários de uma resolução sobre a Síria no Parlamento Europeu, designadamente os dois maiores, PPE (direita) e socialistas, recusaram-se a incluir no documento um parágrafo contra uma eventual intervenção militar externa no país. Porque será? “Não podemos assim garantir que não volte a repetir-se o que se passou na Líbia, assim como não temos garantias de que a União Europeia não volte a desempenhar um papel semelhante ao que desempenhou na Líbia”, deduziu em plenário a eurodeputada Marisa Matias. “Até porque a Síria e a Líbia são muito diferentes”, lembrou a eurodeputada da Esquerda Unitária (GUE/NGL) eleita pelo Bloco de Esquerda. “Mas sabemos que precisamente por essa diferença uma guerra civil na Síria pode significar uma guerra em toda a região”. Além disso, disse Marisa Matias, “sabemos que Israel anda a sondar um possível conflito com o Irão”. “O que está em jogo”, sublinhou a eurodeputada, “é a possibilidade de usar a justíssima aspiração do povo sírio à democracia e à liberdade para redesenhar um novo Médio Oriente”, ideia que aliás estava subjacente à guerra do Iraque. “É precisamente porque estamos ao lado do povo sírio e contra a repressão”, rematou Marisa Matias, “que não podemos estar ao lado da guerra”.
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