A frase batida do "é preciso cumprir" é, muito provavelmente, uma das mais escutadas nos últimos dois anos. Diria mesmo que é a frase que remata a sempre interminável explicação sobre a ausência de alternativa.
Berlusconi e Bersani, coligação, austeridade, condenação
Veja como se conspira contra a democracia na Venezuela
A vitória de Nicolás Maduro, na Venezuela, não foi ampla mas nenhuma instância internacional que tenha enviado observadores a considera ferida de legitimidade. No entanto, tal como aconteceu antes e durante a campanha eleitoral, conspira-se na Venezuela para destruir a democracia, sob a direção habitual dos Estados Unidos da América, recorrendo aos seus satélites na região como operacionais. A agência Mediapart, na sua edição em espanhol, explica como.
O plenário do Parlamento vota terça-feira em Estrasburgo um relatório onde se defende que os regimes públicos de pensões devem ser salvaguardados em todos os países da União Europeia para garantir um padrão de vida digno aos idosos. A votação decorre num momento em que o governo português pretende atacar os reformados e pensionistas, designadamente reduzindo em 11 por cento as pensões de reformados até 1993 – pessoas quase todas com mais de 80 anos.
Dois anos depois da assinatura do memorando da troika não foi cumprida uma única meta nele estabelecida, a dívida pública cresceu e continua a crescer, o desemprego extravasa todos os limites máximos anunciados e a economia definhou até uma recessão próxima dos quatro por cento, denunciou a eurodeputada Marisa Matias para resumir os resultados do "programa de ajuda" externa. O mais "espantoso", acrescentou, é que "a troika e o governo continuam a insistir na mesma receita e a dizer que são os únicos realistas deste filme".
A França entrou em recessão, a Itália está um caos e Portugal é aquela desgraça que todos sabemos. No entanto, é uma francesa, um italiano e um português que andam a impor na Europa as receitas da austeridade.
O presidente de França, François Hollande, apresentou uma "ofensiva para tirar a Europa da sua apatia" em que um dos pilares é a criação de um governo económico da Zona Euro com um "verdadeiro presidente", um projeto para superar "os egoísmos nacionais".
O banqueiro espanhol Miguel Blesa, ex-presidente da Caja Madrid, foi detido em regime de prisão preventiva sob as acusações de delito societário, falsificação de documento público e apropriação indevida. A fiança é de 2,5 milhões de euros.
Durante décadas, os dirigentes da União Social Cristã do Estado alemão da Baviera contrataram pais, filhos e cônjuges para cargos públicos, incluindo jovens de 13 e 14 anos. O escândalo atinge em cheio a área política de Merkel do "arco da governação" alemão.
Banqueiros empenhados numa "estratégia de chantagem" que, "em último grau, conduz à escravatura" e um governo em guerra com o Tribunal Constitucional e com as suas próprias promessas eleitorais, tal é o retrato do país deixado pela eurodeputada Marisa Matias na sua intervenção semanal no programa Conselho Superior da Antena Um.
A eurodeputada Alda Sousa confrontou o comissário europeu das Finanças, Olli Rehn, com as contradições entre o discurso oficial e a realidade relacionadas com investimento e criação de emprego, mas não conseguiu obter respostas do inquirido. Rehn tinha um "compromisso inadiável" quando chegou o momento de responder às perguntas da eleita pelo Bloco de Esquerda.
A banca espanhola despejou à força da sua habitação principal pelo menos 2 400 famílias por incumprimento das condições de hipoteca. Ascendeu a 32 500, em 2012, o número de famílias que perderam as suas casas, segundo o Banco de Espanha.
A fuga "à transparência" praticada pela Comissão Europeia no alegado caso de corrupção do ex-comissário da Saúde, John Dalli, coloca cada vez mais o próprio presidente da Comissão, Durão Barroso, no centro do problema em vez do antigo membro da sua equipa.
As instituições europeias estão a transferir dados pessoais em bruto de cidadãos da União para autoridades dos Estados Unidos, pelo que o programa que permite tal situação deve ser suspenso, defendeu um eurodeputado da Esquerda Unitária (GUE/NGL) em debate no Parlamento Europeu.
O Tribunal de Recurso de Milão confirmou a condenação de Silvio Berlusconi a quatro anos de prisão e cinco anos de suspensão de direitos por fraude fiscal no âmbito do chamado "caso Mediaset". A decisão confirma a sentença da primeira instância proferida em outubro do ano passado e na qual o ex-primeiro ministro e pilar do atual governo de coligação foi declarado culpado de manobras com direitos de transmissão que lhe permitiram burlar o fisco para depois depositar os proventos em contas pessoais no estrangeiro.
A austeridade, o poder da finança e a cumplicidade da Administração Hollande com essas situações foram apontados a dedo durante a Marcha Cidadã, que no domingo reuniu uma multidão avaliada em 180 mil pessoas entre as praças de La Nation e da Bastilha, em Paris. França é governada por "um pequeno monarca fora de qualquer controlo", denunciou Jean-Luc Mélenchon, ex-candidato presidencial e fundador do Parti de Gauche."Contra a austeridade, contra a finança e pela VI República" foram palavras fortes ouvidas durante o imponente desfile e retomadas depois por Mélenchon. Tal como na campanha presidencial, Mélenchon apelou a uma "insurreição cívica" para "pôr fim a estas políticas de austeridade", que "nos conduzem ao desastre".
João Semedo, um dos coordenadores do Bloco de Esquerda, resumiu em Gaia o conteúdo anti-popular da comunicação proferida sexta-feira pelo primeiro ministro: a maior vaga de despedimentos de sempre em Portugal, um ataque aos salários, aos pensionistas e reformados e a destruição do Estado, a coberto da sua "reforma". O dirigente do BE acrescentou que as decisões do governo constituem formas de iludir e contornar o Acórdão do Tribunal Constitucional, o que significa uma persistência na violação da Constituição.