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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

"A crise também é da democracia" PDF Print
Monday, 19 July 2010 11:25

 Rui Tavares, eurodeputado da Esquerda Unitária GUE/NGL eleito como independente pelo Bloco de Esquerda explicou na Universidade de Verão do Partido da Esquerda Europeia, na Moldávia, que a "crise em que vivemos não é apenas económica mas também da democracia".

A Universidade de Verão do Partido da Esquerda Europeia decorreu durante três dias em Chisinau, capital da Moldávia, país ameaçado actualmente por modificações constitucionais restritivas para a democracia a ponto de porem em causa o maior partido do espectro político do país, o Partido dos Comunistas da Moldávia.

"A crise em que vivemos", declarou Rui Tavares na sua intervenção perante os participantes, "não é apenas económica; é uma crise de representação política na Europa; é uma crise de democracia". O eurodeputado sublinhou que esta situação é grave porque, conjugada com a crise económica, faz com que "a sociedade se torne receosa, menos corajosa e não seja uma sociedade que dê a volta à crise". Além disso, disse Rui Tavares, os mecanismos da democracia não funcionam como deviam funcionar: "os mercados mandam, mas não são eleitos; os governos são eleitos e seis meses depois estão a fazer o contrário do que prometeram"; as lacunas de representação são evidentes na União Europeia, onde as instituições dominantes e mais distantes dos cidadãos não são eleitas pelos 500 milhões de europeus.