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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

Queima do Corão incendeia ânimos no Afeganistão PDF Print
Tuesday, 21 February 2012 20:05

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Milhares de cidadãos afegãos concentraram-se nas imediações da base norte-americana de Bagram, também usada como prisão, depois de exemplares do Corão terem sido queimados por soldados estrangeiros.

Perante a fúria dos manifestantes, altos responsáveis da NATO, incluindo o general John Allen, comandante das tropas ocupantes estrangeiras, desmultiplicaram-se em reacções, declarações e entrevistas à televisão da NATO afirmando que se tratou de um acto cometido “inadvertidamente”.

“Estes materiais foram entregues inadvertidamente às tropas com a ordem de serem queimados. Não foi uma decisão tomada por se tratar de documentos religiosos”, disse o general.

Responsáveis das forças ocupantes citados pelas agências internacionais afirmam que os livros foram considerados lixo por engano e já estavam a arder quando trabalhadores afegãos da base se preparavam para fazer a limpeza da zona.

Quando se aperceberam dos livros a arder, os trabalhadores usaram os próprios casacos e água mineral para tentar apagar o fogo e a seguir correram para o exterior da base em fúria transportando os restos e divulgando o que se passara.

Pouco tempo depois milhares de manifestantes reuniram-se nas imediações da base gritando “morte aos estrangeiros”. “Era melhor que se fossem embora em vez de desrespeitarem a nossa religião”, declarou Mohammad Hakim, um manifestante citado pela agência norte-americana Associated Press. Guardas da base receberam os manifestantes disparando balas de borracha.

O incidente ocorreu poucos dias depois de a NATO ter reconhecido que a responsabilidade por mais um caso de crianças mortas “por engano” durante operações militares, agravando os sentimentos contra a presença estrangeira.

A base de Bagram é usada igualmente por prisão tanto pela NATO como pelo exército afegão. Organizações não governamentais têm vindo a revelar numerosos casos de tortura cometidos nas instalações, com maior incidência na área controlada pelas tropas estrangeiras.