Facebook
The Week
Copy/Paste

PVV, neofascistas holandeses (3º partido)

“Tem problemas com gente da Europa Central ou de Leste? Perdeu o emprego para um polaco, um búlgaro, um romeno ou qualquer outro europeu do Leste? Nós queremos saber..."

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


Read more...
Mil Palavras

Atenas, Domingo Cruel

atenasrepressao02

Thanassis Stavrakis, 12/02/2012

Instantâneos
Reflexões

Relatório da Liga Árabe sobre a Síria

O chefe da delegação da Liga Árabe que se deslocou aos principais focos da guerra civil na Síria elaborou um relatório que está a ser silenciado pela presidência da organização, assumida pelo Qatar. A delegação foi constituída por representantes de todos os países membros e do relatório apenas se dissociaram os enviados da Arábia Saudita, um dos países com menos legitimidade para se pronunciar sobre comportamentos ditatoriais. Versão inglesa; versão francesa.

OIT: Crise do Euro resulta da baixa de salários PDF Print
Wednesday, 25 January 2012 13:37

alemanhaprotestos01

A baixa dos salários na Alemanha durante os últimos dez anos como motor da competitividade das exportações do país é a “causa estrutural” da crise da Zona Euro, segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Ao nível interno, a situação provocou, de acordo com o documento, uma crescimento das desigualdades a uma velocidade nunca vista recentemente, nem mesmo durante o período da anexação da antiga RDA.

“Os custos do trabalho na Alemanha caíram na última década em comparação com os dos seus concorrentes, pondo o crescimento sob pressão, com consequências nefastas para a viabilidade das suas finanças públicas”, sublinha o relatório publicado na sede da OIT, em Genebra. Mais grave ainda, prossegue, “os países em crise não puderam utilizar o caminho das exportações para compensar a fraqueza da procura doméstica porque a sua indústria não consegue tirar proveito de uma procura interna mais forte na Alemanha”.

A situação não decorre apenas da política laboral do consulado Merkel, que está a ser tomada como modelo em toda a Zona Euro e o primeiro ministro italiano pretende por em prática dentro de um mês. A OIT sublinha que a origem está nas reformas liberais postas em prática em 2003 pelo governo Schroeder de aliança entre os sociais democratas e os Verdes. O relatório recorda que essas reformas assentaram na “redução dos rendimentos de baixo nível (…), nomeadamente nos serviços ou novos empregos, essencialmente à base dos salários”. Ao mesmo tempo, sublinha, “pouco foi feito para melhorar a competitividade através de uma progressão da produtividade”.

Por isso, acrescenta o relatório da OIT, “a política de deflação salarial não apenas amputou o consumo, que se estabeleceu um ponto percentual abaixo do verificado no resto dos países que compõem a Zona Euro no período entre 1995 e 2001, como conduziu a um crescimento das desigualdades a uma velocidade jamais vista, mesmo no choque a seguir à reunificação”.

Com base em dados da OCDE, a OIT deduz que ao nível europeu este quadro “criou as condições para um marasmo económico prolongado porque os outros países vêem cada vez mais a política de deflação dos salários como solução para a sua falta de competitividade”.

A análise da OIT considera ainda que a contribuição da deflação salarial para a criação de emprego na Alemanha “não é assim tão clara” porque “os recentes êxitos da exportação se devem pouco a essa política salarial explicando-se mais pela orientação dos exportadores alemães para os mercados emergentes dinâmicos”.