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The Week
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PVV, neofascistas holandeses (3º partido)

“Tem problemas com gente da Europa Central ou de Leste? Perdeu o emprego para um polaco, um búlgaro, um romeno ou qualquer outro europeu do Leste? Nós queremos saber..."

Miguel Portas

O power point

O Conselho Europeu de fim de Janeiro incluiu na sua agenda a palavra maldita dos últimos dois anos: “crescimento”. Terão os 27 chefes de Estado e de governo da União mudado de ideias? Convenceram-se que, afinal, temos um problema de crescimento? Entraram no campeonato do relançamento económico? Sabem, ao menos, se ele é compaginável com a austeridade?


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Mil Palavras

Atenas, Domingo Cruel

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Thanassis Stavrakis, 12/02/2012

Instantâneos
Reflexões

Relatório da Liga Árabe sobre a Síria

O chefe da delegação da Liga Árabe que se deslocou aos principais focos da guerra civil na Síria elaborou um relatório que está a ser silenciado pela presidência da organização, assumida pelo Qatar. A delegação foi constituída por representantes de todos os países membros e do relatório apenas se dissociaram os enviados da Arábia Saudita, um dos países com menos legitimidade para se pronunciar sobre comportamentos ditatoriais. Versão inglesa; versão francesa.

Itália anuncia ataque aos direitos laborais PDF Print
Tuesday, 24 January 2012 18:20

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 O governo italiano do tecnocrata Mario Monti monta o plano de austeridade imposto por Bruxelas com o horizonte de um mês: depois da liberalização ao estilo da Grécia começou o ataque ao mercado de trabalho.

A ministra responsável pela pasta do Trabalho, Elsa Fornero, recusou-se a entrar em pormenores sobre o plano de reforma do mercado laboral limitando-se a informar que assenta no conceito de “flexisegurança” que serve de mote a todos os governos da Zona Euro. Evitar os trabalhadores “demasiado protegidos” para apoiar os “privados de protecção” é o único segredo desvendado pela ministra além das medidas que já são conhecidas por estarem a ser sucessivamente anunciadas noutros países: facilitar os despedimentos e reduzir as indemnizações por despedimento e os subsídios de desemprego, além de “flexibilizar” os horários de trabalho.

Segundo as contas do governo divulgadas pela ministra, as medidas relacionadas com o mercado de trabalho e a liberalização da economia vão proporcionar um aumento de produtividade em 10 por cento e um aumento do PIB também em 10 por cento. As intenções governamentais italianas estão a ser aplicadas na mesma ocasião em que a Organização Internacional de Trabalho divulga um relatório segundo o qual estas medidas, replicadas das aplicadas na Alemanha desde 2003 dentro do conceito de “flexisegurança”, estão na origem da crise da Zona Euro.

A liberalização da economia anunciada pelo governo Monti é uma reprodução da adoptada na Grécia há ano e meio e que, além de ter agravado o problema da dívida soberana lançou o caos social no país. Trata-se de abrir à concorrência numerosos sectores como táxis, farmácias, transportes públicos locais, correios, seguros, bancos, postos de combustíveis, uma privatização acelerada do país.

Tal como aconteceu na Grécia, facto que marcou a aceleração da desestabilização que se tornou o quotidiano do país, vários destes sectores como táxis e outros transportes, escritórios de advogados, farmácias, distribuidores de combustíveis entraram em greve e adoptaram outras formas de luta como protesto. A Fedefarma, associação de farmacêuticos, prometeu já a adopção de “formas extremas de contestação”.