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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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Miguel Portas na Delegação do GUE/NGL que visita a Grécia PDF Print
Wednesday, 22 February 2012 19:57

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Trabalhadores da Hellenic Steel em greve

Miguel Portas integra a delegação de 10 eurodeputados de seis nacionalidades da Esquerda Unitária (GUE/NGL) que se encontram na Grécia para tomar o pulso à situação no país sobretudo depois de ter sido colocado sob tutela de Bruxelas e Berlim como protectorado dentro da União Europeia. A delegação terá encontros com representantes dos dois partidos da esquerda parlamentar que se opõem à política de austeridade, com organizações sociais e visitará trabalhadores em greve.

A Grécia sob a pata do governo alemão

A Grécia humilhada, hipotecada e ocupada

Além de Miguel Portas, eleito pelo Bloco de Esquerda, integram a delegação os eurodeputados Gabi Zimmer e Sabine Losing (Die Linke, Alemanha), Paul Murphy (PS, Irlanda), Charalampos Angourakis e Giorgos Toussas (PC da Grécia), Nikos Chountis (Coligação Syriza, Grécia), João Ferreira (PCP, Portugal), Patrick Le Hyaric (Frente de Esquerda, França) e Kyriacos Triantaphyllides (AKEL, Chipre)

O programa inclui em primeiro lugar um encontro com organizações sociais, seguido de uma visita aos trabalhadores em greve na siderurgia Hellenic Steel Company SA, em Elfesina.

À tarde a delegação avistar-se-á m primeiro lugar com uma delegação de deputados do Partido Comunista da Grécia e a seguir com uma delegação de deputados da Coligação de Esquerda Syriza.

Às 17 horas os membros do GUE/GNL testemunham as suas impressões numa conferência de imprensa.

A visita da delegação de eurodeputados à Hellenic Steel Company acontece ao 116º dia de greve dos trabalhadores da empresa do ramo siderúrgico contra o aproveitamento que a administração pretende fazer da crise através de reduções de salários e despedimentos.

Segundo os trabalhadores, a empresa não está a ser afectada pela situação, o volume de encomendas não diminuiu mas a administração pretende impor o regime de cinco dias de trabalho semanal com salários entre 500 e 600 Euros, inferiores ao salário mínimo..

Além disso, os encargos com o trabalho não constituem o principal problema de que a empresa se pode queixar. Como a própria administração reconhece, a perda de competitividade do aço grego deve-se aos custos elevadíssimos da energia industrial, que têm acompanhado os elevados aumentos do preço da electricidade.

Como os trabalhadores se recusaram a aceitar as imposições, o governo tentou interferir como “árbitro” sempre com a ideia da “liberalização do mercado de trabalho” em mente como objectivo. A administração começou entretanto a efectuar despedimentos, optando inicialmente pelos trabalhadores com menos tempo de empresa. As últimas medidas impostas em troca do novo resgate à Grécia, que facilitam os despedimentos, reduzem drasticamente as indemnizações e permitem alterações arbitrárias de horários de trabalho bastando as empresas apresentar perdas, são as novas ameaças que pairam sobre os trabalhadores.