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The Week

Miguel Portas

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The Guardian, 14/05/2012

Os gregos são alérgicos à austeridade

Marisa Matias

E a Grécia aqui tão perto

Há alguns meses escrevi sobre a torrente que é o texto "A mais estranha das criaturas", do poeta Nazim Hikmet. Diz-nos ele: "tu não és um, tu não és cinco, tu és milhões". A mais estranha das criaturas é "mais estranha do que o peixe, que vive no mar sem saber o mar".


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A lição do super-espião

Cerca de um ano depois de ter abandonado funções, o super-espião e carismático chefe da Mossad israelita Meir Dagan abre o livro e deixa Netanyahu a falar sozinho na ameaça ao Irão. O homem mais bem informado de Israel diz numa entrevista ao programa 60 Minutos da CBS que o Irão não está actualmente a trabalhar na bomba atómica, que um ataque militar era uma "decisão incorrecta" que poderia ter consequências trágicas e não resolveria o problema. E diz ainda que, à sua maneira, o regime iraniano é "racional" no modo como aplica a sua "negociação de bazar". Para reflectir.

Prestações sociais na Alemanha são "inconstitucionais" PDF Print
Wednesday, 10 February 2010 13:38

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“O sistema de prestações sociais aos mais carenciados é insuficiente”, concluiu ontem o Tribunal Constitucional alemão, uma decisão que deverá implicar um investimento de milhares de milhões de euros do Estado.

 

O tribunal pôs em causa a reforma introduzida pelo governo social-democrata de Gerhard Schroeder, em 2005, sob o nome de “Hatz IV”, que fundiu a ajuda social e as prestações aos desempregados de longa duração.

Porém, o sistema em vigor é “incompatível com o artigo 1, parágrafo 1, da Lei fundamental”, que garante “o direito a uma existência digna”, declarou Hans-Jürgen Papier, presidente do Tribunal,.

O Governo tem agora que repensar o modo de cálculo das prestações até ao próximo dia 31 de Dezembro de 2010. Mas alguns economistas avancaram que se a actual prestação de 359 euros por mês por adulto for aumentada em 80 euros, isso custará 10 mil milhões de euros a mais por ano ao Estado.


Os juízes consideraram que o Estado deve garantir a cada um “um mínimo de participação na vida cultural e social” do país, mas a actual tabela de benefícios não inclui actividades sócio-educativas para as crianças, por exemplo.